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Aneurisma
da Aorta Abdominal Infra-renal
(AAAB)
Tratamento cirúrgico tradicional mais stent
Aneurisma (do grego e quer dizer alargamento) no caso da aorta abdominal infra-renal, isso deve ser comparado ao diâmetro considerado normal que é de aproximadamente 1,8cm a 2,0 cm no homem adulto.
Quando se fala de tratamento cirúrgico dessa patologia a cirurgia só se justifica se o risco for inferior ao risco de ruptura espontânea. O risco de ruptura espontânea cresce com o aumento de diâmetro do aneurisma.
Se for menor de 4cm, o risco e de 1 %/ano; se for de 4-4,9cm o risco e de 5%/ano e se superior a 5cm esse risco já passa a ser de 25% até 35%/ano.
Na literatura, o risco cirúrgico dessa patologia varia de 0% a 5% (em caso de cirurgia tradicional).Sendo assim, cabe analisar os resultados de cada equipe quando se pensa em indicação cirúrgica.
Na nossa equipe, ainda que já tenhamos adotado a técnica de colocação de Stents cobertos para tratamento de aneurismas da aorta, só a aplicamos em casos selecionados, onde o risco de cirurgia tradicional e superior ao de colocação do Stents, e sobretudo para aneurismas torácicos.
Já no caso de AAAB, nós utilizamos a técnica tradicional (colocação de enxertos de DACRON com costura direta) com abordagem retroperitoneal, não penetrando, portanto, na cavidade peritoneal, levando a uma baixa morbimortalidade. (morbidade de 2% e mortalidade de 0,3% numa série pessoal consecutiva de mais de 350 pacientes operados).
Diante dos nossos bons resultados, nossa equipe ainda adota uma conduta expectante quanta à generalização da técnica de Stent (abordagem endovascular) para o tratamento de AAAB infra-renal. Apesar de parecer menos agressiva, os resultados de revisão da literatura mostram que apenas 1/3 da população portadora de AAAB infra-renal tem anatomia adequada para esse tipo de tratamento, e que os Stents tem um índice de reintervenção superior ao da cirurgia tradicional, 25% x3%, respectivamente.
Com relação à mortalidade, a literatura mostra que a mesma varia de 3% a 10%. Mais importante durante o tratamento com Stent o índice de conversão e de 11,7% e a mortalidade cirúrgica nesses casos é elevada a 19%.
Finalizando, pensamos que apesar do tratamento com Stent (endovascular) ser menos invasivo e efetivo em alguns casos, mas, muito freqüentemente, esse não é o tratamento definitivo. Por isso, achamos que ainda é precoce a generalização da técnica endovascular e devemos manter a técnica tradicional, até que estudos randomizados possam demonstrar a validade da técnica endovascular para o tratamento de AAAB.
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| A parede do aneurisma foi incisada | Anastomose proximal | Anastomose com a aorta distal |
Outras técnicas
- Aneurisma
da Aorta Abdominal;
- Cirurgias cardíacas com Octopus;
- Cirurgias cardíacas
infantis;
- Cirurgia de coronárias;
- Cirurgia de válvula mitral;
- Tratamento da dissecção
da aorta;
- Hemodinâmica;
- Homo enxerto;
- Marca passo;
- Revascularização
cirúrgica do miocárdio com enxertos arteriais;
- Revascularização miocárdica
com uso de toracoscopia;
- Robótica;
- Stent com
rapamicina;
- e outras
Equipe
Dr. André Esteves Lima
Dr. Cândido Rodrigues Martins Gomes
Dr. Itacir Arlindo Franceschini
Dr. Jean Newton L. Costa
Dr. Leonardo Esteves Lima
Dra. Maria Cristina Rezende
Dr. Nestor Sabatovicz Jr.
Dr. Ricardo Borges Carranza
Cardiocentro
Clínica de Cirurgia Cardíaca
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Hospital Santa Lúcia
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