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É a especialidade da cardiologia que trata dos distúrbios do ritmo do coração e a que tem apresentado, nas últimas duas décadas, o maior avanço no diagnóstico e tratamento dos problemas cardíacos. Através de cateteres, introduzidos em veias ou artérias das pernas, posicionados em diferentes pontos do coração e ligados a computadores especiais, pode-se estudar todo seu sistema elétrico. Este mapeamento, conhecido como estudo eletrofisiológico, permite diagnosticar os distúrbios que provocam tanto a diminuição (bradicardia) quanto o aumento (taquicardia) anormal dos batimentos cardíacos.
Recentemente, através de cateteres especiais, é possível resolver vários problemas elétricos do coração, sem maiores traumas para os pacientes. Esta técnica, denominada de ablação, revolucionou a cardiologia. Em todo o mundo, milhares de pessoas que apresentavam taquicardias e eram freqüentemente atendidas e internadas em hospitais, puderam ser curadas definitivamente, voltando a ter uma vida social, familiar e produtiva normal. Outras, que apresentavam taquicardias impossíveis de serem tratadas e risco de morte súbita, passaram a contar com aparelhos miniaturizados, implantáveis sob a pele, que reconhece a aceleração potencialmente fatal do coração e dispara, internamente no órgão, choque na baixa intensidade, que a interrompe, evitando a síncope ou a morte do paciente (desfibriladores cardíacos automáticos).
Em que situações está indicado o estudo eletrofisiológico?
Naquelas em que o médico suspeita de alteração do ritmo cardíaco, cujo agravamento possa levar a situações de desconforto ou de risco para o paciente, como certas bradicardias ou taquicardias, e, ainda, para certificar-se da real necessidade da indicação e a programação correta de marcapasso cardíaco artificial ou de desfibrilator automático implantável.
E quando está indicado a abalação transcateter?
Existem diversos distúrbios elétricos, que desencadeiam taquicardias, provocando diversos graus de morbidade ao paciente, incluindo, nos casos de maior gravidade, a morte súbita. A substituição das cirurgias pela ablação tornou possível obter-se a cura definitiva da maioria dos casos, com alto grau de sucesso e baixo índice de complicações. A técnica ablativa transcater é realizada em sala de hemodinâmica, dispensando a anestesia geral. Após o mapeamento dos focos de arritmia, é possível destruí-los através da aplicação de energia de rádio-freqüência, que é indolor e não prejudica o funcionamento do coração. Terminado o procedimento o paciente permance internado apenas vinte e quatro horas. No dia seguinte, já pode voltar às suas atividades normais. Abaixo estão descritas as situações em que, na maioria das vezes, é possível obter a cura definitiva através desta técnica:
Com que equipamentos conta o Hospital Santa Lúcia?
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O Serviço de Eletrofisiologia e Arritmia Cardíaca conta com equipamentos computadorizados de última geração (polígrafo de eletrofisiologia), para o registro eletrocardiográfico extra e intracardíaco, análise, arquivo e impressão dos dados e resultados obtidos.
Este aparelho de fabricação holandesa (EMS) é considerado um dos mais avançados da atualidade, permitindo aos médicos realizar diagnósticos e tratamentos com alto grau de precisão e rapidez, diminuindo o tempo de permanência do paciente na sala. Além deste, a equipe médica tem à sua disposição equipamento de hemodinâmica, que permite visualizar a colocação e movimentação dos cateteres nos vasos e no coração, registrando as imagens em filmes. |
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Experiência médica
A equipe de especialistas do Serviço é uma das pioneiras no tratamento das arritmias cardíacas através de cateteres, sendo uma das mais experientes do Brasil. Até o presente momento, já realizou cerca de mil procedimentos invasivos, número bastante expressivo para qualquer serviço dentro e fora do país.
Todos os médicos são treinados em renomados serviços no exterior e é composta pelos cardiologistas - eletrofisiologistas:
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