Cisto no ovário
Mal comum, que muitas vezes dispensa cirurgia, mas pode causar infertilidade se não for tratado.
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Um tipo de tumor no ovário que tanto pode ser benigno quanto maligno. O mais comum, conhecido como funcional, aparece durante o processo de ovulação. Os outros tipos acontecem pelo crescimento desordenado das células do órgão.
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1 - Ovários normais;
2 - Útero;
3 - Trompas.
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O cisto que aparece pela multiplicação indeterminada das células da camada superficial do ovário (epitélio) não tem causas determinadas. O funcional aparece em mulheres com irregularidade hormonal. O fator genético é forte.
Funcionais
São os mais comuns. Formam-se durante o processo de ovulação, período no qual a mulher produz pequenos nódulos que devem ser expelidos na menstruação. Quando não o são, formam o cisto.
Tendem a regredir naturalmente.
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Serosos
Secretam um líquido claro, transparente e de baixa viscosidade. Com características bem diferentes do funcional, o seroso não regride. Ao contrário, tende a crescer. O quanto antes for detectado, melhor o tratamento.
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Teratoma
Têm em seu interior sebo, cabelo e até dente. São formados por células embrionárias (presentes no ovário) que se multiplicam em local indevido. São células pouco específicas e determinam várias características ao mesmo tempo.
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Endometrióticos
São constituídos por células do endométrio (camada formada durante o ciclo reprodutivo e é mensalmente expulsa pela menstruação). Em seu interior, há um líquido sanguinolento, de cor achocolatada.
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Malignos
São os cânceres de ovário e ocorrem em cerca de 1% das mulheres - em especial nas que têm mais de 50 anos. Se não diagnosticados e tratados o mais rápido possível, podem matar.
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Como os cistos são descobertos
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O especialista reconhece o cisto pelo exame clínico quando mede até cerca de quatro centímetros . Pelo toque durante o exame, nota o aumento do ovário. Mesmo havendo o reconhecimento clínico, o melhor exame para determinar o tipo de cisto é a ecografia intravaginal - tipo de exame minucioso que mostra detalhes do tumor.
O que determina o tratamento é a avaliação do tamanho e do tipo de cisto pela ecografia.
1 - Guiado pela ecografia, o especialista introduz pela vagina uma agulha especial até alcançar o interior do cisto.
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2 - O líquido no interior é aspirado, fazendo com que o cisto murche.
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3 - É colocado álcool no cisto para que este desidrate e fique com suas paredes.
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A técnica com menos efeitos nocivos ao organismo é a videolaparoscopia. Com pequenos cortes e guiado por uma minicâmera de vídeo, o especialista separa o cisto da parede do ovário e o retira.
Pode ser usado tanto para tratamento quanto para prevenção. É a melhor opção em casos de cistos funcionais pequenos. O medicamento deixa o ovário em repouso, facilita a regressão ou impede a formação do cisto.
A maioria dos cistos não apresenta sintomas.
Quando eles surgem, são:
- Dor abdominal;
- Aumento do abdome;
- Alteração no ciclo menstrual;
- Perda de peso (em casos de cisto maligno).
- É fundamental que as mulheres façam exames periódicos - ao menos uma vez por ano - para prevenir ou evitar o crescimento descontrolado do cisto;
- Controlar sempre os dias de menstruação. Se notar variações muito grandes, procurar o médico;
- Nunca tomar anticoncepcionais sem acompanhamento médico. Mulheres que sofrem de problemas como hipertensão, varizes, obesidade, etc, podem ter a saúde prejudicada com o uso do remédio;
- O ovário policístico é um tipo diferente de doença e raramente é operado.
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Texto e imagens
Correio Braziliense
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