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07 de January de 2013

Doenças cardiovasculares: metade das mortes em todo mundo são de mulheres

Parar de fumar, fazer exercícios e melhorar a alimentação são os caminhos da prevenção

 

 

Autoridades médicas estão preocupadas com a saúde das mulheres, principalmente quando o assunto são doenças cardiovasculares, que incluem as cardíacas e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 8,6 milhões de mulheres morrem por ano no mundo vítimas dessas doenças. O número é praticamente a metade do total de mortes por essas doenças no mundo.     

 

 

Outras entidades, como a Federação Internacional do Coração (WHF, sigla em inglês), informam que a cada três mulheres doentes, uma sofre de alguma doença cardiovascular. “As mulheres estão tendo os mesmos fatores de riscos dos idosos e dos homens, ou seja, fumam, estão praticando poucos exercícios e se alimentando mal”, resume o cardiologista Fausto Stauffer. “Isso leva à hipertensão, diabetes e obesidade, que, aliás está aumentando no Brasil porque nós estamos comendo cada vez menos verduras e legumes e mais carboidratos”, lamenta o cardiologista.

 

 

Comida e exercícios, grandes aliados do coração 

Também nas mulheres, a prevenção das doenças cardiovasculares passa pela mudança dos hábitos de vida. Quem fuma deve largar o cigarro, mas a boa alimentação e os exercícios físicos também são responsáveis pela saúde do coração. À mesa, além da dieta equilibrada, a diminuição do sal também é importante. A OMS estabelece em 5g por dia a quantidade máxima de sal que podemos comer.

 

 

Se você não faz exercícios, pense em começar a se mexer e opte pelas atividades aeróbicas. “A atividade física tem que ser aeróbica e moderada. A mulher tem que chegar ao final do exercício cansada. Não é como uma caminhada no shopping, por que ela pode ficar três horas caminhando no shopping e não cansar”, lembra Fausto Stauffer.

 

 

Vale caminhar, correr, nadar ou pedalar, desde que a atividade não seja interrompida – no futebol, por exemplo, o jogador passa grandes períodos parados no campo – e que ela chegue, de acordo com a própria OMS, a 150 minutos por semana, ou seja, cinco dias com 30 minutos de atividade, ou três dias em que o exercício dure 50 minutos. “Você vai começar o exercício e vai chegar ao final dele bem cansada, e perceber que com o passar das semanas terá que aumentar a intensidade, nunca o tempo; ou seja, correr mais rápido e uma distância maior, mas no mesmo tempo”, explica  Fausto Stauffer, advertindo que a musculação não substitui o trabalho aeróbico. Portanto, se você “malhou” 30 minutos, eles não substituem os 30 da corrida ou da caminhada.

 

 

O cardiologista recomenda também que, além do check up, seja feito um teste ergométrico antes de começar atividade física, pois esse teste vai determinar a frequência cardíaca e o ritmo do exercício.

 

 

Particularidades das mulheres

Os sintomas das doenças cardiovasculares podem ser diferentes nas mulheres, principalmente no caso da dor torácica e do infarto. Um exemplo é a dor na parte de trás da mandíbula, um sintoma atípico, mas que pode ter origem cardiológica. Por isso, Stauffer alerta que se a mulher chegar à emergência do hospital sentindo dor no peito, pescoço ou braços, deve ser atendida por um cardiologista, e não por um clínico geral, pois somente um exame clínico pode não detectar um problema mais sério. “É o cardiologista quem vai dizer se ela vai entrar no que chamamos rota da dor torácica, que é quando se faz eletrocardiograma e exame de sangue”, adverte o médico. É bom lembrar que o setor de emergência deve ter implantado os procedimentos de atendimento à dor torácica.

 

 

Sintomas de infarto*

  •  Pressão desconfortável ou dor no peito indo e voltando
  • Dor ou desconforto em um ou ambos os braços, costas, pescoço, mandíbula ou estômago, que pode ser acompanhado de falta de ar, suor frio, náuseas ou vômitos.

 

Sintomas de AVC*

  •  Dormência súbita ou fraqueza na face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo
  • Dificuldade súbita para falar ou compreender
  • Alteração súbita da visão
  • Dificuldade repentina em andar, tonturas, perda de equilíbrio ou coordenação
  • Forte dor de cabeça súbita sem causa conhecida

*Fonte: WHF