Exames de imagem auxiliam a determinar estágio do câncer de mama

A tomografia computadorizada por emissão de pósitrons (PET-TC) e a ressonância magnética de alta precisão são exames fundamentais para o estadiamento do câncer de mama em mulheres diagnosticadas com a doença porque auxiliam na identificação da extensão do tumor e na definição do tratamento mais adequado para cada caso.

 

Todavia, segundo a oncologista do Hospital Santa Lúcia, Ana Carolina Salles, eles são indicados apenas para pacientes com tumores maiores que 5 centímetros ou com suspeita de doença a distância pelos exames mais simples como raios X, ecografias ou tomografias.

 

“A recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é realizar a mamografia a partir dos 40 anos de idade. A ecografia mamária pode ter um papel complementar em muitas situações. Já a ressonância magnética mamária não deve ser pedida de rotina e apenas em situações especiais ou que exames mais simples, como os citados, não sejam esclarecedores”, destaca.

 

De acordo com ela, o profissional médico é capaz de perceber e valorizar sinais e sintomas que possam estar relacionados a doenças como o câncer de mama e, nessas situações, orientar os exames de imagem e biópsia, se necessário. “Ele também é capaz de suspeitar que uma alteração vista na mamografia de rotina indica, muito mais provavelmente, uma alteração benigna, como o são cerca de 80% delas”, explica.

 

EQUIPAMENTOS – No Hospital Santa Lúcia, as pacientes com encaminhamento para exames diagnósticos complementares de maior precisão podem contar com equipamentos de última geração, como o PET-CT oncológico, capaz de detectar alterações que acontecem em nível molecular. A ferramenta é uma das mais modernas e avançadas disponíveis para obter um conjunto de informações essenciais à vida do paciente.

 

A ressonância magnética General Electric MR 450 W GEM Elite 1,5 tesla também permite a análise precisa da extensão do tumor. Com maior abertura do túnel onde o paciente se posiciona, a máquina propicia mais conforto e diminui a sensação de claustrofobia e o tempo do exame.

 

CÂNCER DE MAMA – O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres em todo o mundo, especialmente naquelas acima dos 50 anos. Dados do Instituto Nacional de Câncer revelam que os tumores na mama respondem por cerca de 28% dos novos casos em pessoas do sexo feminino a cada ano.

 

As estatísticas indicam um aumento da sua incidência. “Acredito que isso ocorre, de um lado, porque os exames de rastreio do câncer de mama estão melhores, o que favorece o diagnóstico precoce; e, por outro lado, pela piora dos hábitos de vida. Por isso, é preciso controlar fatores de risco, como a obesidade, estresse, ingestão de bebidas alcoólicas e alimentos industrializados, e praticar atividade física regularmente”, recomenda Ana Carolina Salles.

 

16/10/2017

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