Novembro Azul: câncer de próstata é responsável por 10% das mortes por tumores em homens

O tumor da próstata é o mais frequente entre homens a partir dos 50 anos de idade e o responsável por 10% de todas as mortes provocadas por câncer em pacientes do sexo masculino, ficando atrás dos tumores de pulmão e intestino.

 

A doença atinge um em cada seis homens ao longo da vida, provoca a morte de um em cada 35 pacientes diagnosticados e, segundo o Instituto Nacional de Câncer, deve acometer mais de 61 mil homens brasileiros este ano, fazendo quase 14 mil vítimas fatais.

 

Em geral, o câncer de próstata é uma doença de desenvolvimento lento que, inicialmente, não gera qualquer sintoma. As chances de cura dos pacientes podem chegar a 95% dos casos quando a doença é descoberta em sua fase inicial. Por isso, fazer o devido acompanhamento médico é fundamental.

 

“A partir dos 50 anos, o homem deve consultar um urologista anualmente e fazer os exames preventivos para a doença. A primeira consulta deve ser antecipada para os 45 anos e feita semestralmente se o paciente apresentar algum fator de risco, como obesidade, sedentarismo, tabagismo, má alimentação ou casos da doença na família”, recomenda o coordenador do Centro de Oncologia do Hospital Santa Lúcia e um dos maiores especialistas em câncer de próstata do Brasil, Fernando Maluf.

 

De acordo com ele, o diagnóstico do câncer de próstata é feito a partir da retirada de pequenos fragmentos de sua camada periférica para biópsia. “Contudo, o procedimento só é realizado se o urologista tiver suspeita clínica da doença, indicada por alterações no volume e textura da glândula — identificadas durante o exame de toque retal — ou nos índices do PSA (antígeno prostático específico), marcador tumoral detectado em um exame de sangue”, explica.

 

TRATAMENTOS – De acordo com Fernando Maluf, os tratamentos variam de acordo com a idade e o estado geral do paciente e podem incluir técnicas como a braquiterapia — que utiliza fontes de radiação para combater o tumor no local onde ele está, evitando o contato com tecidos sadios — e/ou a intervenção cirúrgica para retirada do órgão.

 

Outras possibilidades são os bloqueadores hormonais, que podem ser indicados para pacientes muito idosos e que não serão submetidos a tratamento cirúrgico, ou ainda para indivíduos já em estágios mais avançados da doença. Quando a doença é mais agressiva, o paciente pode receber indicação de tratamento oncológico.

 

06/11/2017

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