Quase 41 mil casos de tumores na cabeça e no pescoço devem ser diagnosticados no Brasil este ano

Os tumores malignos da cabeça e pescoço correspondem a 6% de todos os tipos de câncer e representam quase 700 mil novos casos anualmente no mundo. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer, cerca de 41 mil pessoas devem ser diagnosticadas com a doença este ano, a maioria delas homens. A incidência de tumores nessas áreas — que englobam essencialmente a cavidade oral, faringe, laringe e a glândula tireoide — ocupa o quinto lugar entre os homens brasileiros.

 

“O tabagismo e o álcool são os grandes responsáveis pela maioria dos tumores de cabeça e pescoço, especialmente quando associados, apresentando risco até 100 vezes maior para o câncer de laringe. Outros fatores, como a poluição e infecções pelo vírus do HPV, podem contribuir para o aparecimento da doença”, afirma o coordenador do Centro de Oncologia do Hospital Santa Lúcia, Fernando Maluf.

 

O médico ressalta, no entanto, que o avanço conquistado com os procedimentos não cirúrgicos nos últimos anos é marcante. “Curar sem mutilar hoje é felizmente possível para pacientes com câncer avançado de laringe, por exemplo. Importante apontar também as novas formas de imunoterapia, que têm obtido êxito neste tipo de tumor”, destaca.

 

FATORES DE RISCO E TERAPIAS – A conscientização sobre os fatores de risco é fundamental para evitar a doença e facilitar o diagnóstico precoce. “Pelo menos um em cada dois pacientes apresentam-se ao diagnóstico com o tumor já avançado, tanto no local onde o câncer se iniciou — chamado sítio primário — como nos gânglios da região do pescoço”, explica Fernando Maluf.

 

Nas últimas duas décadas, protocolos de tratamento que incorporaram a quimioterapia associada à radioterapia modificaram este cenário. “Houve um avanço no desenvolvimento de drogas quimioterápicas mais eficazes e no modo mais efetivo de combiná-las à radioterapia”, destaca o médico.

 

Por isso, os tratamentos devem ser feitos em centros especializados, como o do Hospital Santa Lúcia, que dispõe de equipes multidisciplinares formadas por oncologistas clínicos, radioterapeutas, cirurgiões, dentistas, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.

 

24/07/2017

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