Técnicas modernas podem eliminar cirurgia no tratamento de cânceres de cabeça e pescoço

Técnicas mais modernas, como a radioterapia de última geração associada à quimioterapia e ao uso de drogas-alvo específicas, podem eliminar a necessidade de cirurgia e alcançar taxas de cura entre 80 a 85% em casos de cânceres de cabeça e pescoço.

 

Os tumores nessa região atingem a cavidade oral, faringe, laringe e a glândula tireoide e ocupam o quinto lugar entre os mais comuns nos homens brasileiros. Entre os seus principais sintomas estão manchas brancas na boca, dor, lesão ulcerada ou com sangramento e cicatrização demorada, nódulos no pescoço presentes por mais de duas semanas e alterações na voz, além de rouquidão persistente e dificuldade para engolir.

 

Segundo o coordenador do Centro de Oncologia do Hospital Santa Lúcia e uma das maiores autoridades do Brasil na área, Fernando Maluf, um grande desafio no tratamento do câncer de laringe e pescoço é a preservação dos órgãos atingidos. “Em casos selecionados, é possível conduzir a terapia sem a realização do procedimento cirúrgico, que pode ter caráter mutilante do ponto de vista estético e funcional”, explica.

 

Para isso, é preciso diagnosticar a doença — que tem o tabagismo e o consumo de álcool como dois de seus maiores fatores de risco — o quanto antes. “Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura do tumor sem cirurgia. Por isso, é fundamental cessar o uso de cigarros e moderar na ingestão de bebidas alcoólicas, além de buscar auxílio de especialistas ao identificar algum dos sintomas”, recomenda.

 

DIAGNÓSTICO – O principal exame para detecção de tumores de cabeça e pescoço é a observação direta da lesão, feita através da abertura da boca com um abaixador de língua, já que os tumores de mucosa são mais frequentes na cavidade oral.

 

Em locais mais profundos, como laringe, hipofaringe e nasofaringe, é necessário o uso do nasofibrolaringoscópio, aparelho com fibra óptica dotada de uma luz intensa, que permite a visualização da cavidade nasal, faringe e laringe.

 

Se for encontrada lesão, a biópsia é necessária e, em alguns casos, outros exames são demandados, como a ultrassonografia, a radiografia panorâmica de mandíbula, a tomografia computadorizada, a ressonância nuclear magnética e a PET-TC.

 

TRATAMENTO INTEGRADO – O Hospital Santa Lúcia possui equipe multidisciplinar de excelência técnica e qualificada para oferecer atendimento humanizado aos pacientes, integrado aos recursos oferecidos pela Unidade, como a Trilogy, uma das máquinas mais modernas do mundo para a realização de radiocirurgia extracraniana, gerando altas doses radiação com baixa toxicidade para o paciente.

 

“Há, em nosso corpo clínico, oncologistas com formação internacional, radioterapeutas experientes e cirurgiões de cabeça e pescoço de alto nível. Além disso, contamos com nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos — profissionais importantes no cuidado do paciente com câncer de cabeça e pescoço — extremamente capacitados”, ressalta Fernando Maluf.

 

28/07/2017

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