Tratamento experimental é nova promessa para pacientes com câncer de próstata

Um tratamento experimental para o câncer de próstata é a nova promessa para pacientes em estágio avançado da doença. A terapia, desenvolvida por pesquisadores alemães e descrita em um artigo publicado no periódico científico Journal of Nuclear Medicine, conseguiu reverter a doença em dois pacientes que já tinham metástase e haviam sido submetidos sem sucesso a todos os tratamentos clássicos, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormônios.

 

Prevista para chegar ao Brasil em 2018, a terapia envolve a aplicação de uma substância radioativa guiada por um exame de imagem feito com o equipamento PET-CT. Nela, o composto químico ‘explode’ as células tumorais. “Esse é um tratamento com resultados promissores em pacientes com câncer de próstata resistente aos tratamentos hormonais clássicos e quimioterápicos. Ele resulta em uma redução significativa da doença em termos de sintomas, imagem e PSA (marcador tumoral utilizado para o diagnóstico, monitorização e controle da evolução da doença)”, explica o coordenador do Centro de Oncologia Santa Lúcia, Fernando Maluf, um dos maiores especialistas em câncer de próstata do mundo.

 

Atualmente, a cirurgia, a radioterapia, a observação continuada e a hormonioterapia — ou a associação de tais técnicas — são os tratamentos indicados para pacientes com câncer de próstata.

 

A DOENÇA – O câncer de próstata é o tumor mais comum entre homens com mais de 50 anos de idade e, de acordo com estatísticas americanas, um em cada seis homens poderá desenvolvê-lo no decorrer da vida. No entanto, somente um homem em cada 35 morrerá da doença, responsável por 10% de todas as mortes provocadas por câncer em pacientes do sexo masculino, ficando atrás dos tumores de pulmão e intestino.

 

“Graças aos exames preventivos e à maior consciência da população, boa parte dos diagnósticos é feita antes que o tumor provoque sintomas. Contudo, quando eles se manifestam, incluem dificuldade em urinar, perda do controle urinário, vontade frequente de urinar, principalmente à noite, sangramento ao urinar ou ao ejacular, dor óssea ou fraturas ósseas aparentemente inexplicáveis”, detalha Fernando Maluf.

 

Em casos mais avançados, podem surgir sinais como a obstrução e irritação do aparelho urinário, dores pélvicas, dor ou sangramento retal e inchaço das pernas, perda de peso e apetite, anemia, cansaço e dores ósseas.

 

DIAGNÓSTICO – De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a detecção precoce de um câncer compreende duas diferentes estratégias: uma destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e outra voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento).

 

No caso do câncer de próstata, evidências científicas mostram que o rastreamento pode produzir potenciais benefícios. “Estudos baseados na dosagem de PSA demonstraram e toque retal sugerem que o rastreamento pode aumentar a taxa de diagnóstico precoce e cura, particularmente em tumores mais agressivos. Porém, existem casos diagnosticados com doença muito favorável que somente o seguimento é indicado, sem nenhum tratamento imediato”, destaca o oncologista.

 

RISCO – São fatores de risco não modificáveis para a doença idade, pele negra e histórico familiar. “Além destes, alguns estudos sugerem que dietas hipercalóricas, ricas em gorduras e pobres em fibras, frutas e vegetais aumentam o risco de câncer de próstata, mas o tema é controverso. É possível que homens obesos corram mais risco”, alerta o oncologista.

 

O Grupo Santa conta com oncologistas clínicos, urologistas e radioterapeutas experientes e dedicados ao tratamento do câncer de próstata e que atuam em uma infraestrutura com alta tecnologia, especialmente quando se trata de radioterapia e exames de imagem, tão importantes para esses pacientes”, ressalta.

 

PREVENÇÃO – Mesmo não havendo consenso, alguns estudos sugerem que dietas pobres em gordura e carnes vermelhas, mas ricas em grãos, cereais, frutas e vegetais podem proteger contra o aparecimento da doença. “Nessa linha, tomate cozido, por conter alto teor de licopeno (substância antioxidante), e soja também parecem ajudar na prevenção do câncer. Por outro lado, dietas ricas em vitamina E e selênio não parecem ter nenhum efeito protetor”, exemplifica o médico.

 

17/08/2017

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