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Dr. Nicandro de Figueiredo Neto
| Dados recentes mostram que aproximadamente 385.000 pessoas falecem anualmente nos E.U.A. em decorrência de câncer, destes, cerca de 50.000 (13%) envolvem o sistema nervoso central ( SNC) (Allen). A maioria dos tumores primários intracranianos são os gliomas, os quais atingem cerca de 14.000 norte-americanos por ano (Kelly). O aumento da longevidade contribui para esta alta incidência, favorecendo tanto o aparecimento dos tumores primários do SNC, que são geralmente mais comuns na idades mais avançadas, como das metástases encefálicas oriundas de outros sistemas (Allen, Youmans). |
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Os gliomas são os principais tipos de tumores que acometem o SNC, tanto pela sua incidência, como por acometer indivíduos freqüentemente em bom estado geral, e alguns deles ainda em fase produtiva de suas vidas. Os astrocitomas são os mais comuns, e comportam-se em maior ou menor grau como malignos. As metástases cerebrais representam um outro grande grupo de tumores malignos intracranianos (cerca de 20% a 30%), e se originam mais freqüentemente do pulmão, trato gastrointestinal, mama, próstata entre outros (Youmans, Schmidek).
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A estratégia terapêutica para esses tumores é ainda controversa, assim vamos citar as modalidades de tratamento mais aceitas atualmente. Inicialmente, temos que abordar diretamente a lesão, seja para realizar apenas uma biópsia a fim de se confirmar o diagnóstico - preferencialmente com o uso da estereotaxia, seja para tentar ressecar a maior quantidade de tecido tumoral, com o menor risco para o paciente. Há ocasiões no entanto, em que pelo tipo de tumor, sua localização, ou pelo estado clínico do paciente, essa ressecção da lesão não está indicada, e então já podemos partir para o tratamento complementar após a confirmação do diagnóstico (Youmans, Kelly).
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Os isótopos usados em braquiterapia podem ser:
Embora não praticado extensivamente, a braquiterapia intersticial tem sido usada para o tratamento de tumores cerebrais desde o início do século XX. Nos últimos anos implantes estereotáxicos de radioisótopos, principalmente, para tratamento de gliomas de baixo grau, tem sido praticados em maior escala, particularmente nos EUA e Europa. A integração de sistemas estereotáxico com a TC (ou a RMN), além do planejamento computadorizado do tratamento, permitiu a visualização dos tumores alvos e a implantação de fontes radioativas com grande precisão (da ordem de décimos de milímetros). Assim, a integração destas ferramentas vem proporcionando o contínuo uso e refinamento da braquiterapia em tratamento de tumores malignos cerebrais.
Outras modalidades terapêuticas promissoras incluem: a quimioterapia, terapia citostática, imunoterapia, terapia genética e hipertermia (Gildenberg, Youmans), todavia uma citoredução através de uma ampla ressecção da lesão, e a radioterapia externa combinada com a interna (braquiterapia), são os tratamentos mais efetivos até a atualidade (Kelly, Youmans, Schmidek).
Os pacientes são avaliados pela equipe formada pelos neurocirugiões, radioterapeutas e físico-médicos, e quando indicada a braquiterapia cerebral com estereotaxia, o procedimento ocorre da seguinte forma:
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Referências:
1. Kelly, Patrick. Tumor stereotaxis. Ed. W.B. Saunders 1991: 183-220, 238-257,358-384.
2. Youmans, Julian. Neurological Surgery. Ed. W.B. Saunders 1996:767-785, 2908-2934.
3. Schmidek HH, Sweet WH: Surgical management of supratentorial gliomas. In Operative neurosurgical techniques (1), ed 3. WB Saunders Company: 517-534,1995.
4. Gildenberg PL, Tasker RR: Stereotactic interstitial braquytherapy. In Textbook of Stereotactic ans Functional Neurosurgery. McGraw-Hill: 569-576,1998.
5. Allen MB, Miller RH: Diagnostics and treatment of intraaxial tumors in adult. In Essentials of Neurosurgery: a guide to clinical practice. McGraw-Hill, Inc: 155-182, 1995.
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