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Os ovários são glândulas reprodutivas encontradas na pelve, próximo ao útero. São responsáveis pela produção de óvulos e de hormônios femininos, como estrógeno e progesterona. Segundo estimativas do INCA, para cada ano do biênio 2018/ 2019, serão diagnosticados 6.150 novos casos de câncer de ovário, com um risco estimado de 5,79 casos a cada 100 mil mulheres, o oitavo tipo de tumor mais incidente no Brasil. A idade média ao diagnóstico das pacientes com câncer de ovário é de 60 anos e o risco médio de desenvolvimento de neoplasia de ovário durante a vida é de aproximadamente 1 em 70.

Quais são as principais causas e fatores de risco deste tipo de câncer?

A causa exata do desenvolvimento do câncer de ovário permanece incerta, mas sabemos que o histórico reprodutivo e fatores relacionados a ovulação exercem um papel importante. Mulheres com múltiplas gestações e primeira gestação antes dos 25 anos têm um risco menor que as mulheres que nunca tiveram filho ou aquelas com gestações após os 35 anos de idade. A primeira menstruação precoce e menopausa tardia também aumentam o risco. Já o uso de contraceptivos orais, ligadura tubária e amamentação são considerados fatores protetores. O histórico familiar — principalmente pacientes com dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de ovário e famílias com genótipo BRCA 1 e BRCA2 e síndrome de Lynch — estão associadas a um surgimento mais precoce da doença. No entanto, esses casos correspondem a cerca de 15% dos casos.

Quais são os subtipos deste câncer?

Aproximadamente 90% das neoplasias malignas de ovário são carcinomas — tumores epiteliais malignos — e pelo menos cinco tipos principais são atualmente distinguidos: carcinoma seroso de alto grau, que corresponde a 70% dos casos; carcinoma endometrioide e carcinoma de células claras, respondendo por 10% dos casos cada; carcinoma mucinoso, 3% dos casos; e carcinoma seroso de baixo grau, que corresponde a menos de 5% dos casos. Existem ainda os tumores germinativos, o teratoma imaturo, o disgerminoma, o tumor do seio endodérmico e o coriocarcinoma, originados nas células germinativas que dão origem aos óvulos e representam menos que 3% a 5% de todos os tumores ovarianos.

Como é feito o seu diagnóstico?

A maioria das mulheres com câncer de ovário é diagnosticada com a doença já em estágio avançado. Isso ocorre porque, em seus estágios iniciais, o câncer de ovário quase não causa sintomas. Na maioria dos casos, o câncer de ovário não é detectado durante os exames pélvicos de rotina. A ultrassonografia transvaginal costuma ser o primeiro exame diagnóstico para avaliação inicial de pacientes com massa pélvica, mas outros exames de imagem como tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética ou PET-CT podem ajudar a avaliar a extensão da doença. É importante determinar o nível de CA-125, uma proteína também produzida por células de câncer de ovário, que pode estar aumentado e auxiliar no diagnóstico.

Quais são os principais tratamentos para a doença?

A terapêutica para o câncer de ovário pode consistir em cirurgia, quimioterapia, terapia hormonal ou terapia-alvo. Muitas vezes, mais de método tratamento é usado. O tipo de tratamento depende de muitos fatores, incluindo o tipo de câncer de ovário e seu estágio, bem como o estado geral do paciente.

Na maioria dos casos, o tratamento começa com a cirurgia para estadiamento e debulking, que consiste na tentativa de redução do máximo possível do tumor. O objetivo é não deixar para trás nenhum tumor maior que 1 cm. Quando essa meta é alcançada, diz-se que o câncer foi otimamente operado. Após a cirurgia, pode ser recomendado quimioterapia, que geralmente é uma combinação de dois ou mais medicamentos administrada por via intravenosa a cada três a quatro semanas. Pode-se, em alguns casos, associar drogas-alvo ou usar como tratamento de manutenção.

Quanto mais cedo for encontrado e tratado o câncer de ovário, melhor a chance de cura da mulher.

O Hospital Santa Lúcia tem um excelente time de profissionais que realiza reuniões multidisciplinares para debater os casos, a fim de alcançar as melhores estratégias para cada paciente, buscando sempre um tratamento humanizado e individualizado. A instituição conta ainda com uma excelente equipe de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia, Odontologia e Psicologia para melhor atender as pacientes com câncer de ovário.