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O câncer de pâncreas é o tipo de neoplasia maligna menos frequente em nosso país quando comparado com outros órgãos do aparelho digestivo. Atinge principalmente pacientes acima dos 60 anos de idade, com maior incidência em pessoas do sexo masculino. Por ser de difícil detecção, apresenta alta taxa de mortalidade, por conta do diagnóstico tardio e de seu comportamento agressivo. No Brasil, é responsável por cerca de 2% de todos tumores diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença.

Quais são as principais causas e fatores de risco deste tipo de câncer?

O principal fator de risco é o tabagismo. Pacientes que fumam têm 3 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pâncreas em comparação com a população em geral. Outros fatores são o consumo excessivo de gorduras, carnes e bebidas alcoólicas, assim como a presença de pancreatite crônica e diabetes.

Quais são os subtipos deste câncer?

O tipo mais frequente de câncer de pâncreas é o adenocarcinoma, o qual se origina do tecido glandular e corresponde a 90% dos casos.

Quais são as manifestações clínicas do câncer de pâncreas?

Este tipo de câncer pode surgir na cabeça (mais comum), no corpo ou na cauda do pâncreas. Os sintomas dependem da região onde ele está localizado. Os mais perceptíveis são perda de apetite e de peso, fraqueza e diarreia. O tumor que atinge a cabeça do pâncreas causa icterícia (pele e olhos amarelados). Tumores mais avançados podem levar à dor na região das costas. Outro sintoma é o aumento do nível de glicose (açúcar) no sangue, causado pela deficiência na produção de insulina.

Como é feito o seu diagnóstico?

Devido à localização posterior do pâncreas, poucos tumores são diagnosticados em fase inicial. Os exames utilizados no diagnóstico são a ecografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Em alguns casos também é solicitado um ultrassom endoscópico, principalmente quando uma biópsia é necessária antes do tratamento definitivo. O conjunto destes exames permite a definição diagnóstica e nos dá informações quanto à real extensão da doença (o chamado estadiamento​).

Quais são os principais tratamentos para a doença?

O pilar do tratamento deste câncer é a ressecção, ou retirada de uma porção do pâncreas, quando a doença permite esta abordagem. Trata-se de uma cirurgia complexa, que deve ser realizada por equipe experiente e em hospitais com recursos de alta tecnologia. Atualmente, o procedimento pode ser feito totalmente por videolaparoscopia (realizada com um equipamento de vídeo através de pequenos furos) ou mesmo com a abordagem robótica, acrescentando precisão à dissecção do cirurgião. Estas permitem a diminuição da dor pós-operatória, das complicações respiratórias e do tempo de internação dos pacientes.

Alguns destes tumores podem comprimir ou invadir outros órgãos e vasos sanguíneos, o que dificulta ou impede a realização da cirurgia. Dependendo do caso, é possível a realização de quimioterapia antes da cirurgia (tratamento neoadjuvante) com o objetivo de conquistar melhores condições no procedimento operatório.

Alguns pacientes não são bons candidatos à cirurgia, devido a condições ruins de saúde ou por características do tumor, e podem ser tratados com quimioterapia e radioterapia exclusivos. Alguns também se beneficiam da colocação de próteses no ducto biliar principal (ou colédoco) com o objetivo de resolver a icterícia, geralmente causada pela obstrução do canal pelo tumor. Esta abordagem é realizada por endoscopia. A decisão de qual tratamento escolher deve ser tomada por uma equipe multidisciplinar composta, principalmente, por oncologista, radioterapeuta e cirurgião do aparelho digestivo.

O Hospital Santa Lúcia tem um excelente time de profissionais que realiza reuniões multidisciplinares para debater os casos, a fim de alcançar as melhores estratégias para cada paciente, buscando sempre um tratamento humanizado e individualizado. A instituição conta ainda com uma excelente equipe de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia, Odontologia e Psicologia para melhor atender as pacientes com câncer de pâncreas.