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O colo uterino é a parte inferior do útero, que se abre para a vagina. Os tumores dessa região se originam nas células que forram essa área: o epitélio. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam que, para cada ano do biênio 2018/ 2019, sejam diagnosticados 16.370 novos casos de câncer de colo do útero no Brasil, com um risco provável de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres.

Quais são as principais causas e fatores de risco deste tipo de câncer?

O HPV exerce um papel central no desenvolvimento do câncer, e a persistência da infecção é o principal fator de risco. O HPV é identificado em até 99,7% dos cânceres cervicais em todo o mundo. Outros fatores de risco são: múltiplos parceiros sexuais, primeira relação sexual precoce, tabagismo, história prévia de doença sexualmente transmissível, aumento da paridade, uso prolongado de anticoncepcionais orais e não realização de exame prévio de Papanicolau.

Quais são os subtipos deste câncer?

A parte que está em contato com a vagina (a ectocérvice) é revestida por um epitélio escamoso (semelhante ao da vagina), que pode dar origem ao câncer de células escamosas. O epitélio da parte interna do colo de útero (endocérvice) é um epitélio glandular e pode dar origem a outro tipo de câncer de colo uterino: o adenocarcinoma. Os carcinomas de células escamosas representam 70% a 80% dos cânceres cervicais, e os adenocarcinomas, 10% a 15%.

Como é feito o seu diagnóstico?

O teste de Papanicolau é um teste de rastreio de rotina usado para encontrar alterações celulares e para rastrear o câncer de colo do útero. O exame de Papanicolau é a ferramenta mais importante neste rastreio e diagnóstico.

Quais são os principais tratamentos para a doença?

A escolha terapêutica para o câncer de colo de útero se dá não apenas pela fase em que a doença se encontra, mas também pelas condições clínicas e desejo da paciente. É papel da equipe multidisciplinar definir a melhor abordagem para cada caso. O tratamento é baseado em cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou na combinação dessas estratégias.

A cirurgia é recomendada para mulheres que têm tumores confinados ao colo do útero. O tipo de operação depende da localização e extensão do câncer e se a paciente deseja ou não ter filhos. Mulheres com câncer de colo do útero que invadiram os tecidos ou migraram para linfonodos próximos ao colo geralmente são tratados com radioterapia em combinação com quimioterapia — a quimiorradiação. Algumas mulheres podem ter tratamento radioterápico após a cirurgia. Quimioterapia isolada associada ou não à terapia-alvo também é uma opção de tratamento.

O Hospital Santa Lúcia tem um excelente time de profissionais que realiza reuniões multidisciplinares para debater os casos, a fim de alcançar as melhores estratégias para cada paciente, buscando sempre um tratamento humanizado e individualizado. A instituição conta ainda com uma excelente equipe de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia, Odontologia e Psicologia para melhor atender as pacientes com câncer de colo do útero.