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CIRURGIA NASO-SINUSAL ENDOSCÓPICA FUNCIONAL – ALGUNS ASPECTOS

Dra. Ada Simone Pereira
Dr. Kleber Fereira Diaa

Otorrinolaringologia
A cirurgia naso-sinusal endoscópica funcional (FESS – Functional Endoscopic Sinus Surgery) é um tratamento efetivo para sinusite crônica ou sinusite aguda recorrente em pacientes nos quais há falha do tratamento clínico. Trata-se de procedimento funcional, pois objetiva a restauração da função fisiológica de drenagem dos seios paranasais.

A cirurgia sinusal estabelece muitas controvérsias, seja pelas relações anatômicas críticas com estruturas vitais, seja pelo conhecimento ainda limitado da fisiopatologia de muitas das doenças naso-sinusais.

Em 1929, Mosher afirmava: " se o etmóide fosse colocado em outra parte do corpo, ele seria uma coleção de células aéreas insignificantes. No lugar onde a natureza o colocou as doenças podem causar tragédias. A cirurgia nesta região tem provado ser o caminho mais fácil para matar o paciente".

CIRURGIA NASO-SINUSAL ENDOSCÓPICA  FUNCIONAL

Van Alyea em 1951 já discutia o conceito de cirurgia “fisiológica” e a praticada extirpação radical dos seios da face.O termo cirurgia sinusal endoscópica funcional foi inicialmente concebido por Kennedy em 1985, os princípios por ele defendidos se devem ao advento da endoscopia nasal.

Endoscopia Nasal Diagnóstica
Fator crucial na avaliação dos pacientes no pré-operatório e mesmo na exeqüibilidade da operação sinusal.

É realizada com endoscópio rígido de 4 mm ou 2,7 mm 30 º , em fossa nasal sob vasoconstricção e anestésico tópico. Toda a extensão da fossa nasal deve ser avaliada, observando-se alguns aspectos: aparência da mucosa, presença de lesões, pólipos, secreção purulenta, anormalidades anatômicas etc.

Quase 40 % dos pacientes com achados normais à rinoscopia convencional apresentam doença nasal identificada à endoscopia rígida.

Avaliação Tomográfica
A tomografia computadorizada de seios da face exerce papel na identificação de doença em áreas não acessíveis à endoscopia e avaliação da anatomia relevante, como: integridade da base do crânio, parede orbitária medial, relações do seio esfenoidal c/ artéria carótida e outros, bem como variantes anatômicas.

Indicações: Além do tratamento da sinusopatia crônica e outras afecções dos seios paranasais, novas indicações para as técnicas endoscópicas têm sido estabelecidas como correção de fístulas liquóricas, hipofisectomia, descompressão orbitária e ressecção de tumores da base do crânio.

Alguns Resultados
Melhora subjetiva da doença inflamatória seguinte a cirurgia sinusal endoscópica tem tido bons resultados. Em revisão recente de grandes séries citadas na literatura, num total de 1713 pacientes, observou-se uma melhora geral de 91% dos casos, com 63% de resultados muito bons e apenas 9% insatisfatórios.

Alguns autores consideram alguns determinantes para os maus resultados: extensão da doença, presença da asma, alergia, sinusite fúngica e operação prévia.

Complicações
Podemos citar algumas das complicações MENORES desses procedimentos e também as mais comuns: hemorragia, sinéquia, exposição da gordura peri-orbitária e infecção.

Dentre as MAIORES temos: hemorragia retro-orbitária, fístula liquórica, meningite, diplopia, hemorragia severa e cegueira.

O advento dessa nova técnica cirúrgica enseja muitas discussões e mesmo críticas. Entretanto, o seu emprego e evolução nos últimos 15 anos têm causado profundo impacto no nosso conhecimento sobre a anatomia e fisiologia do nariz e seios paranasais e, ultimamente, têm afetado a forma como os otorrinolaringologistas tratam pessoas com doença naso-sinusal.


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