Protocolo de Prevenção de Lesões de Pele

O Hospital Santa Lúcia é o único no Centro-Oeste com Certificação Diamante promovida pela empresa 3M

 

As lesões de pele adquiridas em hospitais têm recebido atenção especial dos profissionais de saúde em decorrência das elevadas taxas de incidência e do impacto socioeconômico que causam, além de afetarem negativamente a saúde e a qualidade de vida dos pacientes.

 

Durante os últimos sete meses, o Hospital Santa Lúcia reduziu o número de lesões de pele em pacientes internados. Isso só foi possível através da implementação do Protocolo de Prevenção e Tratamento de Lesões de Pele. O resultado é o reconhecimento do trabalho de toda a equipe assistencial com a Certificação em Prevenção de Lesões Cutâneas gerenciado pela empresa multinacional 3M. Nesta certificação, o Hospital Santa Lúcia é o único no Centro-Oeste com o nível Diamante, o mais alto nível desta categoria. A premiação ocorreu durante o 2º Congresso Internacional de Prevenção de Lesões de Pele, o InterPele 2012, em Foz do Iguaçu, no final do mês de março. 

 

Gerente de Enfermagem Mônica Prestes e a Estomoterapeuta Viviane Gusmão

O protocolo tem como foco principal a prevenção e é baseado em recomendações e normas europeias e americanas. A prevenção engloba os diversos tipos de lesões de pele. Nos extremos da vida, idosos e bebês apresentam a pele mais sensível e com mais fragilidade de tegumento, sendo mais suscetíveis para o surgimento de lesões por fricção associadas ao uso de fitas adesivas. Há também a dermatite associada à incontinência, que pode ter como agente causador a constante presença de umidade ocasionada pela incontinência urinária ou fecal e ocorre de modo geral em pacientes acamados ou portadores de doenças crônicas. Já os pacientes obesos são geralmente acometidos pelos efeitos do suor e podem sofrer com a dermatite intertriginosa.

 

Prevenir é a melhor forma de evitar complicações e quadros severos nos pacientes. As lesões podem prolongar ainda mais o tempo de internação hospitalar, assim como provocar infecções e agravar o estado geral do paciente.

  

A estomaterapeuta e Gerente de Enfermagem das Áreas Fechadas, Viviane Gusmão, liderou a aplicação do protocolo no Hospital durante o ano de 2011. A primeira etapa foi a uma análise completa dos clientes do Hospital. Através de um diagnóstico o problema foi identificado e, a partir daí, foi traçado o objetivo de reduzir o número de pacientes com lesões através de campanha educativa interna. No final de 2011, a I Jornada de Prevenção e Tratamento de Lesões de Pele, realizada no auditório do Centro de Estudos do Hospital, trouxe o tema ao debate de profissionais da assistência de toda a holding. Segundo Viviane, o treinamento das equipes é o sucesso do protocolo e deve ser encarado de forma contínua. “A cada 60 dias toda a programação é reprisada, inclusive para aqueles profissionais que já participaram do treinamento”, aponta.

26 de abril de 2012
   |   Fonte: Equipe do Site

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