22,2% da população do DF já foi diagnosticada com pressão alta

Pouco mais de 22% da população do Distrito Federal já recebeu diagnóstico de pressão alta. É o que apontam os dados do sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. O índice é um pouco menor que a média nacional registrada, de 22,8%.

 

Segundo a pesquisa, divulgada em 2014, a maior parte dos casos de hipertensão arterial em Brasília ocorre entre homens: aproximadamente 1/4 dos indivíduos apresenta pressão elevada. Já entre as mulheres, essa alteração atinge, em média, 1/5 da população.

 

“A hipertensão arterial traz consequências gravíssimas, porque ataca os vasos sanguíneos, o coração, os rins e o cérebro, sendo responsável por 40% dos casos de infarto, 80% dos AVC e 25% das ocorrências de insuficiência renal terminal. Contudo, esses problemas podem ser evitados com o diagnóstico precoce para tratamento adequado e o devido acompanhamento médico”, explica o cardiologista do Hospital Santa Lúcia, Fausto Stauffer.

 

MÉDIA SAUDÁVEL – A diretriz brasileira estabelece que a meta considerada saudável para a pressão arterial é de 120×80mmHg. Quando a pressão máxima está entre 120 e 139mmHg e a mínima entre 80 e 89mmHg, o paciente apresenta um quadro de pré-hipertensão e, a partir de 140mmHg por 90mmHg, ele é considerado hipertenso.

 

O estudo Sprint, realizado em 102 centros de pesquisa nos Estados Unidos, revelou que manter a pressão arterial controlada e dentro da meta de 12 por 8, como se diz popularmente, pode reduzir em até 25% o risco de doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio, angina e acidente vascular cerebral (AVC).

 

MENOS HIPERTENSOS – A quantidade de pessoas com hipertensão arterial no Brasil tem caído, tendo passado de 24,3% para 22,8% entre os anos de 2012 e 2014, de acordo com a Vigitel. Os dados se assemelham aos da Organização mundial de Saúde (OMS), que identificou uma pequena redução no índice de brasileiros com alterações na pressão arterial, de 27,2%, em 2010, para 26,4%, em 2014.

 

“Apesar de tímida, a queda no percentual de brasileiros diagnosticados com hipertensão pode estar ligada a dois fatores muito importantes para preveni-la: a cessação do tabagismo e a melhoria na qualidade da alimentação, ambas apontadas em pesquisas realizadas pela Organização Mundial da Saúde [OMS]”, ressalta o cardiologista.

 

De acordo com a OMS, o número de fumantes no Brasil caiu de 12,5% da população, em 2008, para 8,7%, em 2014. Além disso, no mesmo período houve também uma melhora na qualidade da alimentação, com maior consumo de frutas e hortaliças (aumento de 27,1% para 29,4%) e redução na ingestão de refrigerantes (queda de 26,1% para 20,3%).

 

OBESIDADE – Apesar destas boas notícias, a Organização Mundial da Saúde também identificou entre os brasileiros um aumento do sobrepeso e da obesidade, fatores cruciais para a elevação da pressão arterial. Entre 2008 e 2014, o índice de pessoas acima do peso passou de 47% para 52,2% e o de obesos, de 12,7% para 16,8%.

 

“Além da idade e do histórico familiar, do tabagismo e da má qualidade da alimentação, o excesso de peso ou obesidade são fatores essenciais para a hipertensão arterial. A OMS recomenda que menos de 5 gramas de sal sejam ingeridos por dia. Por isso, manter uma dieta equilibrada é uma das principais maneiras de evitar a doença”, reforça o especialista Fausto Stauffer.

 

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – Segundo o médico, a hipertensão arterial é diagnosticada quando duas medidas elevadas da pressão são feitas no consultório do especialista e, ainda, por meio de exames complementares, como a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e a monitorização residencial da pressão arterial (MRPA).

 

Caso a doença seja confirmada, o paciente hipertenso deverá utilizar suas medicações de acordo com a prescrição médica e consultar o seu cardiologista pelo menos uma vez ao ano para que sejam pesquisadas lesões nos órgãos-alvo da doença: olhos (retina), rins, vasos sanguíneos e coração.

 

“Apenas quando a hipertensão é considerada secundária – decorrente de alguma outra patologia – há chance de cura, desde que a doença causadora seja eliminada. Mas, em geral, ela é crônica e deve ser controlada para que o paciente leve uma vida normal”, finaliza o cardiologista.

28/11/2016

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