Acidente vascular cerebral isquêmico é a 3ª maior causa de óbitos no Brasil

É apenas mais um dia comum de trabalho até que, sem nenhum aviso, você começa a sentir sintomas como forte dor de cabeça, formigamento em um dos lados do corpo, perda da força e dos movimentos ou, ainda, alterações na visão e na fala. Cuidado: você pode estar tendo um acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI), terceira principal causa de óbitos no Brasil.

Ocasionado pela obstrução de uma artéria que impede a irrigação sanguínea no cérebro e causando a morte de tecido cerebral, o AVCI corresponde a 80% do total de 15 milhões de casos anuais de acidente vascular cerebral no mundo, segundo a World Stroke Organization(WSO). Os outros 20% são do tipo hemorrrágico (AVCH), quando há rompimento de um vaso, provocando sangramento no cérebro.

O AVCI acomete mais frequentemente idosos, obesos, fumantes e pessoas com diabetes, hipertensão arterial ou colesterol elevado. Ele também pode ser do tipo transitório — causado pela interrupção temporária e rápida do fluxo sanguíneo de determinada região do cérebro. Nestes casos, o paciente apresenta os déficits neurológicos de um AVC clássico, mas se recupera rapidamente, em até 24 horas.

Controlar os fatores de risco é a atitude mais importante para prevenir o AVCI. “Não fumar, manter o peso adequado, alimentar-se de forma saudável, com frutas, legumes e verduras, evitando produtos industrializados em excesso, além de praticar exercícios físicos regularmente e com acompanhamento médico são atitudes fundamentais”, explica o cirurgião endovascular do Hospital Santa Lúcia, Gustavo Paludetto.

AGILIDADE – Caso apresente qualquer um dos sintomas da doença apresentados no início deste texto, o ideal é procurar um hospital de referência para o atendimento médico emergencial. O tempo ideal para o diagnóstico do paciente com AVC, desde a entrada no setor de emergência até a confirmação por exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética), deve ser de, no máximo, 45 minutos.

Quanto mais rápido for o atendimento, maiores as chances de recuperação para evitar sequelas, que podem ir desde a perda parcial da visão, impossibilidade de falar e se locomover — com paralisia da metade do corpo (hemiplegia) — e até mesmo a morte.

TRATAMENTO – O tratamento do AVCI tem como uma de suas mais importantes frentes o combate aos fatores de risco. Sem isso, as chances de nova ocorrência da doença são grandes, já que vítimas de AVCI têm mais chances de desenvolver o acidente vascular cerebral novamente.

Depois do atendimento emergencial, é importante detectar as causas do AVCI, o que pode ser feito com o auxílio de exames complementares, como eletrocardiograma, ecocardiograma, ultrassom doppler de carótidas, doppler transcraniano e exames de laboratório.

“Caso seja necessário, é possível realizar intervenções percutâneas, por meio de procedimentos como o cateterismo para a desobstrução de vasos e a colocação de stents, tubos minúsculos, expansíveis e em forma de malha usados para normalizar o fluxo sanguíneo. Também há a possibilidade de cirurgia para a remoção das placas de gordura (ateroma) aderida nos vasos”, explica o especialista Gustavo Paludetto.

PREVENÇÃO – Para prevenir a ocorrência do AVCI, pacientes a partir dos 40 anos ou de qualquer idade com fatores de risco como os já citados — obesidade, hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado — devem realizar anualmente consultas ao especialista e exames como ecocolordoppler dos vasos cervicais e cerebrais, angiorressonância e angiotomografia, entre outros.

03/01/2016

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