ALIMENTOS CONTRA O CÂNCER

Um hábito alimentar saudável, com grande consumo de frutas, legumes e verduras, ajuda na prevenção da doença, que é a segunda causa de morte no mundo

 

 

 

 

A luta contra o câncer começa pela prevenção. Uma das formas mais eficazes de evitar a doença é manter o corpo equilibrado, com hábitos saudáveis — alimentação balanceada e atividades físicas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), essa combinação é responsável pelo controle de 19% dos casos da doença no Brasil. Estes fatores levam o percentual de prevenção para tumores de boca, laringe e faringe a 63%; seguido de esôfago, com  60%; endométrio, com 52%; estômago, com 41%; e intestino grosso (colorretal), com 37%.

 

 

 

Apesar desta constatação, um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alerta que os brasileiros estão ingerindo menos de um terço dos alimentos recomendados para a prevenção do câncer, tais como frutas, verduras, legumes e cereais integrais. Estes contêm nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Eles também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese (formação do tumor) e, portanto, devem ser consumidos com frequência.

 

 

O nutrólogo Allan Ferreira informa que uma dieta correta consegue evitar doenças graves. Ele acrescenta que o comportamento alimentar do brasileiro, de modo geral, é responsável por grande parte dos casos de câncer. “Vale comer um pouco de cada grupo alimentar e variar os ingredientes no prato para reduzir as chances de desenvolver a enfermidade. Uma alimentação saudável e equilibrada é a chave para uma boa saúde”, explica. 

 

 

 

Ferreira ressalta que, para se manter saudável, é preciso evitar o consumo de alimentos ricos em gorduras: como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presunto, salsicha, linguiça e mortadela. O médico observa que também existem alimentos que contêm níveis significativos de agentes cancerígenos. “Por exemplo, os nitritos e nitratos usados para conservar alguns tipos de alimentos, como picles, salsichas e outros embutidos, e alguns tipos de enlatados”, alerta. 

 

 

 

Na lista de alimentos com ótimas propriedades anticancerígenas estão frutas como a maçã, a melancia, a romã e o kiwi; legumes como o pimentão; temperos e ervas, como a salsa, a pimenta e a menta; e outros alimentos, como o tofu, a semente de girassol e a quinoa. 

 

 

 

Alimentos que ajudam na prevenção 

  • Vitamina A: cenoura, abóbora, batata-doce, damasco seco, brócolis, melão. 
  • Vitamina C: acerola, limão, laranja, lima, kiwi, caju, morango, tomate, pimentão verde e v  vegetais folhosos. 
  • Vitamina E: germe de trigo, amêndoas, nozes, castanha-do-pará, gema, legumes e óleos de soja, arroz, algodão, milho e girassol. 
  • Ácido fólico: fígado, feijões, couve e espinafre. 

 

 

 

 

 

Cuidados ao preparar os alimentos 

O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de câncer. Adicione menos sal, aumentando o uso de temperos como azeite, alho, cebola e salsa. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago e colorretal. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são aconselháveis: vapor, fervura, poché, ensopado, guisado, cozido ou assado. 

 

 

 

Fibras x gorduras 

Estudos demonstram que uma alimentação pobre em fibras, com altos teores de gorduras
e altos níveis calóricos (hambúrguer, batata frita, bacon etc.), está relacionada a um maior risco de câncer de cólon e de reto, possivelmente porque, sem a ingestão de fibras, o ritmo intestinal desacelera, favorecendo uma exposição mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos encontrados no conteúdo intestinal. Em relação aos cânceres de mama e próstata, a ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue, aumentando o risco da doença.

02/06/2014
   |   Fonte: revista Sua Saúde

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