Amamentar é bom para mãe e bebê, mas adaptação requer orientação e apoio familiar

Toda mãe sabe da importância da amamentação para o bebê. Além de ser o alimento mais completo nos primeiros meses de vida, o leite materno colabora para a formação do sistema imunológico da criança e previne alergias, anemia e obesidade, entre outros benefícios. Para a mulher, amamentar reforça o vínculo com o filho e protege contra o câncer de mama e de ovários. Para muitas mães, entretanto, a adaptação a esse processo pode ser cercada de ansiedade e dúvidas. “As dificuldades acontecem e não são raras. Muitas aparecem logo na primeira semana após o parto, e o apoio familiar é fundamental para superá-las”, afirma a pediatra Fábia Queiroga, do Hospital Santa Lúcia. Neste período, ela explica, o bebê deve passar por uma consulta médica para avaliar se a amamentação está dando os resultados esperados. “Mães com dificuldade para amamentar podem ainda procurar um Banco de Leite para receber ajuda e orientação, além de conversar com o obstetra ou pediatra para se sentirem mais seguras e esclarecer dúvidas”, acrescenta.

 

 

De acordo com a pediatra, o incentivo à amamentação tem aumentado nos últimos anos, o que é extremamente positivo. Porém, sem a devida orientação, muitas criam a expectativa de que tudo ocorrerá naturalmente logo na primeira mamada e, quando se deparam com dificuldades normais desse período, se sentem pressionadas e ansiosas. É que a amamentação não é um processo 100% fisiológico: ela também envolve fatores psicológicos e emocionais. “Amamentar é um processo que depende dos dois – mãe e filho – para o sucesso”, resume Fábia Queiroga. E os problemas podem ocorrer mesmo quando a mulher já tem outros filhos. “Experiências negativas anteriores com a amamentação podem aumentar as dificuldades quando chega o próximo filho, por isto é necessário deixar esta mãe confiante da sua capacidade para que viva uma história diferente desta vez”, explica.

 

Felizmente, comemora a pediatra, muitos dos mitos que antes rondavam a amamentação já estão enfraquecidos, pois o acesso à informação está mais fácil. Mas, segundo ela, ainda há quem alimente algumas falsas crenças, como a de que há leite materno fraco, por exemplo. “Na verdade, os estudos mostram que, por mais desnutrida ou debilitada que esteja uma nutriz, a natureza irá tirar tudo desta mãe em prol de um leite de qualidade para seu filho”, diz.

 

Outro mito ainda comum é o de que antibióticos e outras medicações prescritas no pós-parto reduzem o volume de produção de leite. “No caso de dúvida se uma medicação é compatível ou não com amamentação, deve-se perguntar a um profissional da área de aleitamento materno”, aconselha Fábia Queiroga. Ela também alerta que fazer compressas mornas nas mamas que estão “empedradas” é outro equívoco que algumas mães ainda cometem. “As compressas mornas tendem a aumentar a produção de leite e podem piorar o ingurgitamento mamário”, esclarece.

 

Para as mães de primeira viagem, o apoio de profissionais e pessoas que já têm experiência em amamentação pode ser útil. E seguir algumas dicas básicas ajuda a atravessar essa fase de adaptação com mais tranquilidade:

 

  • Cursos para gestantes podem ajudar a ter noções sobre o que é amamentar, como funciona a produção e ejeção do leite, como posicionar corretamente o bebê etc. O Banco de Leite do Hospital Santa Lúcia promove cursos periódicos para as mães. As informações sobre datas e horários podem ser obtidas pelo telefone 3445-0319, das 7h às 19 horas.

  • O bebê deve ser alimentado sempre que necessário, o que significa que não há um número ideal de mamadas por dia.

  • No momento da amamentação, é importante que a boca do bebê fique bem aberta, para abocanhar o mamilo e boa parte da aréola; o queixo precisa tocar a mama e o corpo dele deve estar virado para o da mãe.

  • Para saber se a quantidade de leite ingerida pelo bebê foi suficiente, basta observar seu comportamento. Em geral, quando continua com fome após mamar, o bebê chora bastante, ao passo que, quando mama o suficiente, ele se acalma e, muitas vezes dorme.

  • No período em que a mulher estiver amamentando, a sua dieta deve ser balanceada, assim como em qualquer momento da vida. No entanto, alguns alimentos devem ser reduzidos ou evitados, como chocolate e amendoim, pois podem causar algum tipo de reação alérgica na criança. A mulher também não deve ingerir álcool.

  • Algumas mães produzem mais leite do que a criança precisa, o que pode causar o ingurgitamento e levar a fissuras no mamilo e à mastite. Em caso de excesso de leite, é necessário extraí-lo, massageando todo o seio e depois fazendo a ordenha manual. O leite retirado pode ser usado para alimentar o bebê ou doado para um banco de leite, desde que seja coletado e armazenado da forma correta.

27/07/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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