Asma é mais grave em pacientes a partir dos 65 anos

Apesar de ser mais comum na infância, a asma também pode acontecer na fase adulta, inclusive em pessoas a partir de 65 anos. Quando desenvolvida tardiamente, a doença  uma condição inflamatória das vias aéreas que provoca o estreitamento dos bronquíolos (pequenos canais de ar dos pulmões), dificulta a passagem do ar e compromete a respiração  tem uma evolução geralmente mais grave.

A prevalência da asma na população idosa pode chegar a 10% e os impactos para a saúde são enormes, já que o indivíduo a partir de 60 anos apresenta risco mais acentuado de diminuição da função dos órgãos e desenvolvimento de várias doenças crônicas associadas.

“O envelhecimento provoca a perda gradativa da função pulmonar e a diminuição dos fluxos respiratórios. Se o paciente tem doença pulmonar obstrutiva como a asma, esta perda pode ser acelerada”, explica a pneumologista do Hospital Santa Lúcia, Clarice Freitas. O tabagismo e a presença de doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema ou bronquite, também aumentam a velocidade da queda da função pulmonar.

A obesidade e o uso de medicamentos hipotensores, beta bloqueadores, anti-inflamatórios e antiagregantes, como aspirina, muito receitados para tratar doenças comuns em idosos, a exemplo da hipertensão arterial sistêmica, glaucoma, doença coronariana e artrite, também favorecem o desenvolvimento ou podem piorar a asma.

“O envelhecimento também está associado à alteração farmacocinética de medicações, ou seja, a mudanças na capacidade de absorção, distribuição, metabolismo e excreção das drogas. Neste caso, a ação das medicações inaladas no organismo é diminuída, enquanto aumenta o risco de efeitos adversos”, detalha Clarice Freitas.

A asma de início tardio é de difícil diagnóstico, já que os sintomas se confundem com os de outras doenças mais prevalentes nesta faixa etária e causadoras de falta de ar, como a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crônica. “A percepção dos sintomas é pobre. Além disso, a característica de asma, que é a obstrução aérea reversível com o uso de um broncodilatador, na avaliação da função pulmonar ou na espirometria não é sempre encontrada no idoso”, revela a especialista.

Além de consultar regularmente o médico, pacientes idosos devem evitar o tabagismo e a exposição à poluição e queima de biomassa, como o uso de fogões a lenha. A prática de atividades físicas para fortalecer a musculatura respiratória, sempre com acompanhamento médico, e o consumo de alimentos naturais também são essenciais.

17/06/2016

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