Atendimento humanizado melhora qualidade de vida de pacientes com câncer

Descobrir um câncer e tratá-lo pode provocar muitos questionamentos e medos nos pacientes. No momento em que percebe que sua saúde está fragilizada, o indivíduo precisa se preparar para os impactos físicos e psicológicos do tratamento necessário. Por isso, a humanização do atendimento é fundamental para apoiá-lo nesta jornada.

 

“O paciente oncológico que, em algumas situações, lida com a terminalidade, passa por questionamentos e percepções sobre si que muitas vezes não são explícitos ou expressos. Ademais, ele se envolve demasiadamente com o tratamento e a doença, a ponto de evitar discussões e reflexões mais profundas. Relatar e meditar sobre essas experiências, além de participar ativamente de um processo de construção colaborativa, pode ser um processo terapêutico importante”, explica o oncologista do Hospital Santa Lúcia, Eduardo Vissotto.

 

De acordo com o médico, o tratamento da pessoa com câncer deve incluir atenção especial ao ser humano e não apenas à sua doença. Na prática, essa humanização deve estimular a confiança em toda a equipe multidisciplinar de profissionais de Saúde — médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas, entre outros —, buscando a empatia e respeitando os desejos e necessidades do paciente.

 

“Ao criar uma relação de confiança com toda equipe, que precisa estar preparada para saber escutá-lo com atenção e respeitar seu momento de fragilidade, o paciente se entrega e acredita no que está sendo feito. Isso cria um ambiente positivo e nos faz crer que há um impacto importante nos desfechos da terapia adotada”, revela o especialista.

 

Segundo Vissotto, o Hospital Santa Lúcia está se preparando para avançar na humanização do atendimento a pacientes oncológicos. “Além de já termos uma equipe multiprofissional e assistencial composta por pessoas empáticas, buscamos aprimorar esse cuidado envolvendo o paciente em atividades construtivas dentro da Unidade. Entre nossos objetivos futuros estão a estruturação de um espaço de convivência humanizado dentro da Oncologia e a incorporação de novas ações de estímulo e troca de emoções entre equipe, pacientes e acompanhantes”, adianta.

 

A participação da família também é fundamental para o sucesso do tratamento. “Pessoas próximas e íntimas ao paciente devem entender que, tanto a doença quanto o tratamento, criam demandas físicas e psicológicas simultâneas que, muitas vezes, exigem um suporte especial. Assim, quanto mais próximas e envolvidas na compreensão e acompanhamento desta fase estiverem as pessoas de confiança do paciente, melhor”, ressalta o médico.

 

01/06/2017

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