Avanços da Medicina Melhoram a Vida de Pacientes com Câncer Hematológico

Nos últimos 10 anos, novas pesquisas no campo da medicina trouxeram avanços para o tratamento do câncer hematológico — ramo dedicado ao estudo de patologias do sangue e seus distúrbios, como os cânceres de medula óssea e sistema imunológico. Os principais benefícios ao paciente foram o aumento progressivo do tempo de vida; a diminuição ou, em alguns casos, a eliminação da necessidade de internações para longos tratamentos quimioterápicos; e a utilização de técnicas que geram
menos desconforto, dor e mal-estar durante o tratamento.

 

De acordo com o hematologista do Grupo Santa, Eduardo Ribeiro, a descoberta e inserção de novos fármacos no tratamento são os maiores responsáveis por essas mudanças. “Caminhamos para o uso de medicamentos que agridam apenas o tumor, e menos o paciente. A quimioterapia com várias drogas ainda vai ser útil por muito tempo, mas ganha o reforço de medicações orais, com menor necessidade de internação e menor efeito tóxico. Isso dá ao paciente mais liberdade e conforto durante o
tratamento, além de amenizar o impacto das drogas no organismo”, explica.

 

Nos anos de 1990, a média de sobrevida de pacientes, por exemplo, com mieloma múltiplo — câncer que afeta originalmente a medula óssea — variava de dois a três anos. Atualmente, a sobrevida global chega a ser, em média, de sete a 10 anos. Isso se explica porque, no início dos anos 2000, a incorporação de drogas como bortezomibe e lenalidomida, bem como o transplante autólogo de medula óssea — que utiliza as células-tronco do próprio paciente — mudaram radicalmente a abordagem do tratamento.

 

“Há cerca de 15 anos, os pacientes com mieloma se internavam mensalmente para sessões de quimioterapia que chegavam a durar uma semana. Hoje, a maioria conclui o tratamento sem nenhuma internação. O bortezomibe tornou-se o primeiro medicamento de uma classe que busca manter a divisão celular sob controle, e vários outros estão em fase de estudo e aprovação”, detalha o hematologista.

 

NOVAS TÉCNICAS – A incorporação de exames mais precisos e que ajudam a verificar o estágio e classificar melhor a doença aumentou a precisão do tratamento e forneceu informações relevantes quanto ao futuro do paciente. São exemplos disso, as técnicas e doses de radioterapia usadas em pacientes com linfomas e o uso do PET-CT no estadiamento destes linfomas. “Tudo isso é muito animador, já que muda o conceito passado de que leucemia, linfoma e mieloma eram sentenças de morte. Hoje, discutimos com o paciente o que fazer de bom com a vida que continua após o tratamento”, revela Eduardo Ribeiro.

14/09/2015
   |   Fonte: revista Sua Saúde

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