Cerca de 9 milhões de brasileiros são diabéticos

O diabetes, doença crônica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue, atinge aproximadamente 9 milhões de brasileiros – 6,2% da população adulta –, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde 2015 (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE.

O distúrbio se dá quando o pâncreas deixa de produzir a insulina – hormônio responsável pela absorção da glicose pelos órgãos – em quantidade suficiente (diabetes tipo 1) ou quando o organismo se torna resistente à sua ação, o que faz com que as células precisem de cada vez mais insulina para absorver a glicose do sangue (diabetes tipo 2).

“Cerca de 90% dos casos de diabetes correspondem ao tipo 2, que apresenta pouquíssimos sintomas no início do quadro, dificultando o diagnóstico precoce”, explica o cardiologista do Hospital Santa Lúcia, Fausto Stauffer.

Quando não tratado, o diabetes pode ter consequências graves e levar à falência dos rins, amputação de membros, cegueira e doenças cardiovasculares, como infarto. No estágio chamado de pré-diabetes – termo usado para indicar que o paciente tem potencial para desenvolver a doença, quando já existe resistência à ação da insulina no organismo – os riscos para o indivíduo são praticamente os mesmos.

A obesidade, o sedentarismo e a má alimentação estão entre os principais fatores para o desenvolvimento do diabetes.  “Para controlar os níveis glicêmicos, recomenda-se a prática regular de exercícios físicos sob orientação médica. Além disso, é preciso cessar a ingestão excessiva de doces e outros carboidratos. Ao longo dos anos, eles podem levar pessoas com predisposição genética e histórico familiar a adquirir a síndrome”, explica o médico.

DIAGNÓSTICO – O diagnóstico do diabetes é realizado por meio de exame de sangue, como a dosagem da glicemia de jejum, a hemoglobina glicosilada e avaliação da curva glicêmica do paciente.

“A avaliação de glicemia e hemoglobina glicosilada deve ser realizada como rotina pelo menos uma vez ao ano, a partir dos 40 anos de idade. Também devemos verificar a glicose de jejum no caso de suspeita da doença”, recomenda Fausto Stauffer. “Em indivíduos com sobrepeso e acima de 40 anos, é preciso realizar ainda a curva glicêmica, para aumentarmos a chance de diagnóstico precoce”, acrescenta.

TRATAMENTOS – O diabetes tem controle e, em alguns casos, a partir da adoção de um estilo de vida mais saudável é possível reverter o quadro do paciente. “Do ponto de vista do estilo de vida, a recomendação quanto à dieta inclui a restrição da ingestão de açúcares e carboidratos, além da realização de pelo menos 150 minutos de atividade física de 3 a 5 vezes por semana”, reforça o especialista.

O tratamento do diabetes depende do tipo da doença e dos níveis de glicose do paciente. Enquanto alguns podem necessitar de insulina para controlar a doença, outros conseguem atingir metas saudáveis de açúcar no sangue apenas com a adoção de comportamentos mais saudáveis e uso de medicações orais. Em pacientes obesos, a cirurgia bariátrica se mostrou eficaz para controlar a síndrome.

“A terapêutica farmacológica inclui medicamentos que facilitam a ação da insulina nos órgãos ou que aumentam a secreção da insulina no organismo. Medicações mais recentes podem diminuir também a absorção de carboidratos e eliminar a glicose pela urina. Outra linha de tratamento farmacológico é o uso de insulinas de longa e curta duração, com esquemas que simulam a secreção fisiológica do nosso organismo”, explica o cardiologista.

DIABETES GESTACIONAL – Além dos tipos 1 e 2, o diabetes também pode ser gestacional e surgir como consequência do aumento efetivo de peso causado pela gravidez. Nestes casos, os níveis de glicose costumam voltar ao normal após o parto. Contudo, a recomendação médica é que mulheres que tiveram casos de diabetes gestacional façam controle permanente das taxas de glicose no sangue nos anos posteriores à gravidez.

16/11/2015

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