Câncer de Próstata: Como Exames Complementares Podem Fazer a Diferença

A luz azul está acesa e simboliza a luta anual de homens acima dos 50 anos contra o câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, mais de 50 mil pacientes descobrem tumor na próstata a cada ano no Brasil. Este tipo de carcinoma tem alta incidência e não dá sinais anteriores, como confirma o Dr. Rafael Amaral, oncologista do Hospital Santa Lúcia. “Homens com mais de 65 anos têm mais chance de desenvolver a doença. Muitos, no entanto, morrem por outras causas e só na necropsia descobre-se que tinham tumor na próstata”.

 

 

Hábitos saudáveis, exercícios e dieta com pouca gordura são boas recomendações, mas, em se tratando de câncer de próstata, não são suficientes. Dois exames são fundamentais: o PSA, uma enzima que serve como marcador da doença, feito a partir da coleta de amostra de sangue, e o exame de toque retal, essencial para fechar o diagnóstico. “Combinando os métodos, conseguimos identificar a maioria dos casos de câncer próstata, mas o parecer só é confirmado após a biópsia”.

 

 

As causas, segundo especialistas, são aleatórias, mas a obesidade e o sedentarismo auxiliam na maior produção de hormônio masculino, estimulando o aparecimento do câncer. O grupo de maior risco é formado por quem já teve casos da doença na família, principalmente em homens com menos de 50 anos. Indivíduos negros também estão mais sujeitos à doença, mas ainda não existe uma explicação científica para o fenômeno.

 

 

O controle anual com os procedimentos descritos anteriormente deve começar aos 50 anos para pessoas fora da faixa de risco e aos 45 anos para os demais. Há tumores mais graves e outros que exigem apenas acompanhamento, classificados pelos médicos como de baixo risco. O que define essa característica é a complexidade da divisão celular do câncer. A partir da suspeita da doença, é feita a biópsia. Nela, 12 amostras da próstata são analisadas para se verificar se apresentam sinais positivos e qual o grau de divisão celular em cada uma. “Um paciente com risco baixo tem 90% de chances de não apresentar maiores complicações em dez anos”, explica o Dr. Rafael.

 

 

Com o diagnóstico positivo, são elencadas as possibilidades de tratamento. A maioria dos pacientes não passa por quimioterapia, método somente utilizado em último caso, quando a doença já se espalhou para outros órgãos. Sessões de radioterapia são mais indicadas e a cirurgia é o meio mais adotado para pacientes jovens, em que a agressividade do câncer tende a ser maior, conforme afirma o oncologista: “A análise do método depende do estado geral de saúde do paciente. Muitos, ao receberem a notícia da doença, entram em desespero ou depressão, mas é plenamente possível tratar e acompanhar o quadro. Há pacientes que são acompanhados com tratamento bem sucedido por mais de 20 anos”.

 

 

O controle do câncer de próstata pode ser feito com bloqueio hormonal. Em casos em que já seja registrada metástase, podem-se utilizar quimioterápicos. Destes procedimentos podem surgir efeitos como os da menopausa, com calor e aumento de peso, além de incontinência urinária e fecal. Todos os tratamentos também podem resultar em impotência sexual permanente ou provisória, sendo que em 40% dos casos o efeito acaba revertido posteriormente.

 

 

O diferencial do Hospital Santa Lúcia, segundo o Dr. Rafael, é a interação entre o urologista que fará a cirurgia, o oncologista e o radioterapeuta, incorporada aos serviços oferecidos na instituição. Eles fazem a avaliação conjunta do quadro para que seja definido o tratamento adequado. “Em uma clínica, é necessário marcar diversas consultas e levar laudos de um especialista para outro, resultando em demora no recebimento do resultado. Já aqui no Hospital, há casos de pacientes que, entre a biópsia e o início do tratamento, esperaram pouco mais de um dia. Isto sim tem ajudado a controlar os sintomas, antes mesmo de surgirem”.

23/11/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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