Câncer de próstata é o 2º tipo de tumor mais comum entre homens

Em novembro, o Brasil dedica suas atenções ao combate ao câncer de próstata, o segundo tipo de tumor mais comum entre os homens de todo o mundo (atrás apenas do de pulmão) e o segundo em número de casos no país (depois do câncer de pele não melanoma).

O chamado #NovembroAzul é dedicado a alertar o público masculino sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), deve acometer mais de 61 mil homens em 2016, fazendo quase 14 mil vítimas fatais.

Contudo, há um dado animador: as chances de cura podem chegar a 95% dos casos quando a doença é descoberta em sua fase inicial. Por isso, diagnosticá-la precocemente é fundamental. Em geral, o câncer de próstata é uma doença de desenvolvimento lento e, inicialmente, não gera qualquer sintoma. Entretanto, existem tumores mais agressivos e de crescimento rápido que podem levar à morte se não forem diagnosticados e tratados

“Por isso, é preciso consultar um urologista anualmente e fazer os exames preventivos para a doença a partir dos 50 anos. A primeira consulta deve ser feita aos 45 anos, de forma semestral se o paciente apresentar algum fator de risco, como obesidade, sedentarismo, tabagismo, má alimentação ou casos da doença na família”, afirma o urologista do Hospital Santa Lúcia, Frederico Messias.

COMO ACONTECE – A próstata existe apenas nos homens e está localizada abaixo da bexiga, em frente ao reto. Ela envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina é eliminada, e produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides e é liberado durante o ato sexual.

“Semelhante a uma mexerica pequena, a glândula tem sua parte central oca e, por ela, passa a urina. Os gomos desta mexerica seriam a parte da próstata que cresce (incha) quando ela não está saudável e causa sintomas, como dificuldade para urinar. Como o câncer surge inicialmente no que seria a casca dessa mexerica, ele não afeta a micção de imediato e não provoca sintomas nos estágios iniciais”, revela o médico.

Todavia, quando a doença alcança o meio da próstata, podem ocorrer sintomas como dificuldade e/ou urgência para urinar, além da sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Nos casos mais avançados, a doença pode migrar para outros órgãos, especialmente os ossos, gerando dor e até fraturas patológicas.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – O diagnóstico do câncer de próstata é feito a partir da retirada de pequenos fragmentos de sua camada periférica para biópsia. Contudo, o procedimento só é realizado se o urologista tiver suspeita clínica da doença, indicada por alterações no volume e textura da glândula – identificadas durante o exame de toque retal – ou nos índices do antígeno prostático específico (PSA), substância produzida pelas células da próstata.

TRATAMENTOS – Os tratamentos variam de acordo com a idade e o estado geral do paciente. Na avaliação do urologista Frederico Messias, a intervenção cirúrgica ainda é a melhor opção, caso o estado geral do paciente permita a sua realização. A cirurgia laparoscópica, com pequenas incisões de 1 centímetro para retirar toda a próstata com pinças, traz vantagens, a exemplo da recuperação mais rápida do paciente, com menos dor, sangramento e melhor resultado estético.

A braquiterapia, que utiliza fontes de radiação para combater o tumor no local onde ele está, evitando o contato com tecidos sadios, também é uma boa opção para doenças em estágios iniciais. Outras possibilidades são os bloqueadores hormonais, que podem ser indicados para pacientes muito idosos e que não serão submetidos a tratamento cirúrgico, ou ainda para indivíduos já em estágios mais avançados da doença. Quando a doença é mais agressiva, o paciente pode receber indicação de tratamento oncológico.

03/11/2016

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