CATETER: MÉTODO POUCO INVASIVO ESTÁ SALVANDO IDOSOS CARDÍACOS

Ainda no início deste século, os médicos tinham uma decisão difícil quando recebiam em seus consultórios pacientes idosos com estreitamento das válvulas cardíacas como a estenose aórtica — doença que consiste na calcificação interna das artérias e reduz o volume valvular e o bombeamento de sangue do coração para o corpo. Até então, só havia um tratamento disponível, como lembra o cirurgião do Hospital Santa Lúcia, Leonardo Esteves Lima: “A cirurgia exigia abertura do tórax, um procedimento com alto risco de morte para idosos”.

 

A mudança veio em 2002, quando surgiu na França o tratamento de válvula por cateter. O método é menos agressivo e pode ser feito com anestesia local e sedação. O cateter chega ao coração por via arterial ou por incisão pequena diretamente no tórax. “O procedimento não é simples, precisa de equipe completa — o que chamamos de heart team — muito bem treinada para evitar erros”. A equipe à qual o Dr. Leonardo se refere é composta por cirurgiões cardiovascular e endovascular, cardiologista, hemodinamicista, radiologista, intensivista e anestesista, todos atuando juntos durante o procedimento.

 

No Brasil, a técnica chegou há três anos e já está em Brasília. Os médicos do Hospital Santa Lúcia foram treinados na Suíça. Na Europa, mais de 60 mil pacientes já foram atendidos, com aproximadamente 90% de sucesso. Por enquanto, o procedimento é indicado apenas para idosos: “A recomendação para pacientes mais novos ainda depende de testes. Nos mais velhos ele virou padrão, pois o risco da cirurgia tradicional é muito elevado. Acredito que em pouco tempo o cateter substituirá a cirurgia convencional também para este nicho”, prevê o Dr. Leonardo. 

20/12/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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