Cirurgia por vídeo permite bons resultados no tratamento da ATM

Dores de cabeça, ouvido e/ou zumbidos, além de dificuldade para abrir a boca são os principais sintomas da disfunção da articulação temporomandibular (ATM). Geralmente crônica, a doença é caracterizada pelo funcionamento anormal dessa articulação e também de ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e/ou estruturas de suporte dentário e está relacionada a hábitos comuns, como roer unhas, mascar chicletes e prender o telefone com o queixo, e ao bruxismo, estresse, depressão, ansiedade ou traumas. Segundo o cirurgião bucomaxilofacial do Hospital Santa Lúcia, Fábio Calandrini, o tratamento pode ser clínico — com medicação, fisioterapia e aparelhos ortodônticos — ou cirúrgico. “Na artroscopia, por exemplo, uma câmera transmite as imagens para um monitor e permite que o cirurgião veja as articulações por dentro”, explica. A técnica — menos invasiva, de recuperação mais rápida e menos dolorida — é recomendada para os pacientes que não tiveram resultado com tratamentos convencionais, como aparelhos ortodônticos, placas de silicone ou fisioterapia, mas cuja gravidade do caso não demanda uma cirurgia aberta. “A cirurgia de ATM deve ser indicada pelo cirurgião bucomaxilofacial quando os tratamentos clínicos não são suficientes”, reforça Calandrini. Já a cirurgia ortognática — nome dado aos procedimentos cirúrgicos maxilofaciais que visam restabelecer um padrão facial normal em pacientes adultos — é frequentemente referenciada por um bom ortodontista e indicada, entre outros casos, para corrigir a apneia obstrutiva do sono (roncos intensos durante a noite, que dificultam a respiração) e sequelas de traumatismos da face. Quando associada a procedimentos reconstrutivos da face, é recomendada para pessoas com anomalias congênitas da região, ou seja, presentes desde o nascimento.

27/04/2015
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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