CLIMA SECO E FRIO PODE AGRAVAR CRISES DE PACIENTES COM ASMA

Entre maio e setembro, os meses mais secos do ano em Brasília, a procura por serviços hospitalares de emergência aumenta consideravelmente por causa de pacientes com falta de ar, dor torácica, tosse e chiado no peito. Os sintomas listados, especialmente quando combinados, podem ser sinal de que o indivíduo tem asma. A doença não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado e exige atenção em situações de crise, já que pode causar até mesmo o óbito do paciente.

 

A asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo estreitamento dos brônquios (pequenos canais de ar dos pulmões), que dificulta a passagem do ar e compromete a respiração. Ao contrário do que se pensa, na asma é mais difícil expirar do que inspirar. Isto porque o muco segregado pelos brônquios impede que o ar saia dos pulmões, provocando uma forte sensação de sufocamento.

 

“Com a seca e o frio, o asmático deve redobrar o cuidado com o ambiente. Um bom exemplo disso é umidificar o local em que dorme com toalhas úmidas ou umidificadores com água filtrada trocada a cada 24 horas. Além disso, é importante manter o esquema de vacinação contra influenza (gripe) sempre atualizado”, orienta a pneumologista do Hospital Santa Lúcia, Clarice Freitas.

 

A asma acomete pessoas de qualquer idade. A maioria dos casos, todavia, é diagnosticada na infância e é comum manifestar-se em pessoas da mesma família. “Para a ocorrência da asma, existe uma interação entre a predisposição genética hereditária e exposição ambiental à poeira domiciliar, ácaros, pólens, pelos, mofo, fumaça de cigarro e poluentes do ar, entre outros”, explica a especialista.

 

Dentre os principais fatores de risco considerados externos para a doença está o fumo. Crianças que convivem com adultos tabagistas, por exemplo, estão mais suscetíveis à asma. Resfriados, gripes, estresse emocional e a prática de exercícios intensos podem agravar os sintomas.

 

A asma pode ser classificada em quatro níveis diferentes de gravidade: a intermitente, com uma ou menos crises por semana; a persistente leve, com mais que uma crise por semana e menos que uma vez por dia; a persistente moderada, com crises diárias, mas não contínuas; e a persistente grave, com crises diárias contínuas.

 

“Se uma crise asmática estiver instalada, é importante evitar o pânico, que acaba agravando o problema. Em todos os casos, o acompanhamento médico especializado é fundamental”, finaliza a pneumologista.

 

19/06/2017

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