Colesterol alto está entre os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são responsáveis por 30% das mortes no mundo, sendo a principal causa de óbito em todo o globo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Um dos fatores responsável por essas doenças é a alta taxa de colesterol no organismo, que é elevado pelo consumo excessivo de gordura e carboidratos. Acima dos padrões ideais, o colesterol favorece a formação de placas de ateroma (gordura) na parede dos vasos sanguíneos, podendo desencadear doenças como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Para conscientizar a população sobre esses riscos, o dia 8 de agosto foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Colesterol.

 

 

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, o limite máximo do consumo de gorduras por dia é de 15% a 30% das calorias totais da alimentação diária. O total de gorduras saturadas deve ser menor que 10% das calorias totais; já o de gordura trans, menor que 1%. Estes valores podem obtidos nos rótulos dos alimentos, que, conforme regulamentação da Anvisa, devem conter as informações nutricionais de valor energético (calorias), carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gordura trans, fibra alimentar, cálcio, ferro e sódio.

 

 

Para o cardiologista do Hospital Santa Lúcia, Dr. Fausto Stauffer, o padrão dietético do brasileiro vem se modificando nas últimas duas décadas, com aumento do consumo de gordura saturada, açúcar e alimentos com baixo teor de fibras. “O estilo de vida da população em geral é cada vez mais sedentário, combinado aos maus hábitos alimentares. Os alimentos saudáveis têm sido substituídos pelos produtos industrializados, com baixo teor nutritivo e com altas quantidades de açúcar e gorduras. Isso fica evidente quando observamos que nos últimos 34 anos as prevalências de sobrepeso e obesidade aumentaram de 2 a 4 vezes”, afirma. “E quanto maior a renda mensal, maior é o consumo de gorduras saturadas (10,6%) e menor o de frutas (2%), verduras e legumes (0,8%) na alimentação”, completa o cardiologista.

 

 

O índice de colesterol no organismo é determinado através do exame do sangue coletado após jejum de 12 horas. São identificados os valores de colesterol total, LDL (colesterol ruim), HDL (colesterol bom) e triglicerídeos. Os valores ideais de cada fração dependem do risco cardiovascular, faixa etária e sexo. Como regra geral, o colesterol total deve ser menor que 200mg/dL, o LDL menor que 130mg/dL, o HDL maior que 40mg/dL e o triglicerídeo menor que 150mg/dL.

 

 

No caso da aterosclerose – processo de formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos – há diversos métodos utilizados para sua detecção precoce, que vão desde exames de sangue (dosagem de proteína C reativa) até exames de imagem (ultrassonografia com Doppler, angiotomografia, angiorressonância, escore de cálcio coronariano). “Os indivíduos com processo de aterosclerose possuem um risco cardiovascular mais elevado e sua detecção precoce é importante para a prevenção das doenças cardiovasculares”, alerta o Dr. Fausto.

 

 

Quando a combinação dieta e exercícios físicos não é suficiente para tratar o colesterol, existem medicamentos como as estatinas, que reduzem a ocorrência de doenças cardiovasculares tanto em pessoas que não apresentam sintomas como naquelas que já são portadoras.

 

 

 

Os Perigos da Gordura Trans

Recentemente, foi publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia uma diretriz sobre consumo de gorduras e risco cardiovascular e um ponto importante foi sobre o uso da gordura trans, muito utilizada em produtos industrializados.

 

 

Este tipo de gordura é formado por processo que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente. Seu consumo relaciona-se fortemente com as doenças cardiovasculares, pois diminui o colesterol HDL (bom) e aumenta o colesterol LDL (ruim). Esse desequilíbrio acarreta a formação das placas de gordura na parede dos vasos sanguíneos. A gordura trans aumenta também a resistência à ação da insulina, elevando a glicose e o risco de diabetes.

11/08/2013
   |   Fonte: Equipe do Site

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