Como é realizada a coleta para o transplante autólogo de medula óssea?

No caso do transplante autólogo, ou autotransplante, o procedimento mais utilizado para a coleta de células progenitoras hematopoiéticas (células-tronco) é pelo sangue periférico do paciente. Neste processo, o sangue passa por uma máquina de aférese, capaz de separar o grupo de células-tronco das demais. Para isso, o paciente recebe uma medicação que induz o grupo de células específico a migrar do interior da medula óssea para o sangue periférico. Depois de colhidas, as células são preservadas vivas, através de congelamento, até o momento da infusão. O procedimento de aférese dura em torno de três a quatro horas, sendo que a coleta pode ser feita mais de uma vez, até se atingir o número mínimo de células progenitoras para a realização de um transplante seguro.

 

 

O Hospital Santa Lúcia realiza todas as etapas que envolvem esse tipo de transplante: coleta da medula, congelamento e guarda desse material, processamento e transfusão. A equipe envolvida é formada por hematologistas, hemoterapeutas, biólogos e biomédicos do Santa Lúcia e do banco de sangue do Hospital, e profissionais treinados das áreas de terapia intensiva e enfermagem. O Hospital conta, ainda, com UTI especializada, importante para isolar o paciente transplantado, que apresenta baixa imunidade, durante e após a realização do procedimento. O transplante autólogo de medula óssea é importante no tratamento de pacientes com leucemia, linfoma e mieloma múltiplo. 

 

Dr. Rodolfo Kameo

Hematologista

 

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21/07/2013
   |   Fonte: Informe Publicitário - Correio Braziliense

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