CONHEÇA OS MITOS E VERDADES SOBRE O MARCA-PASSO

O marca-passo é um aparelho instalado no interior da cavidade torácica com a função de controlar os batimentos cardíacos do coração lesionado. Apesar de bastante comum como terapêutica para arritmias, insuficiência cardíaca, doenças de chagas e outras desordens cardiovasculares, seu uso sempre foi acompanhado por mitos e verdades, principalmente quanto à rotina do paciente após o implante. “Na verdade, as únicas restrições absolutas são a realização de ressonância magnética nuclear e bioimpedância, pois esses aparelhos provocam interferências inaceitáveis no funcionamento do marca-passo”, afirma o cardiologista Fausto Stauffer. No dia-a-dia, ele explica, cuidados simples mantêm o dispositivo livre de interferências, como evitar detectores de metais, dispositivos antifurto de lojas e travesseiros e colchões magnéticos.

 

 

A recomendação mais importante para todos os pacientes que usam o dispositivo, segundo Fausto Stauffer, é levar sempre consigo a carteira de identificação, documento que contém dados técnicos sobre o aparelho, dados do paciente e do médico especialista responsável pelo acompanhamento do marca-passo. Além disso, as avaliações rotineiras são fundamentais, geralmente a cada três meses nos casos crônicos. As principais alterações, quando presentes, são facilmente detectadas pelo especialista, com a realização do eletrocardiograma e da avaliação específica do marca-passo.

 

 

O paciente com o dispositivo não precisa ter receio de ligar aparelhos na tomada ou acionar interruptores, mas deve redobrar os cuidados para evitar choques elétricos, já que a descarga de energia pode afetar o funcionamento do marca-passo.  Também é recomendável evitar passar pelos detectores de metais, dispositivos antifurto de lojas, além do uso de travesseiros e colchões magnéticos. Outro cuidado que se deve tomar é em relação ao telefone celular e aos aparelhos de micro-ondas.O uso do celular não é proibido, mas o paciente deve usar o telefone no ouvido do lado contrário ao da instalação do marca-passo, além de evitar guardá-lo no bolso da camisa ou em contato com a bateria do dispositivo. Quanto ao micro-ondas, o paciente que usa marca-passo pode ligá-lo, mas deve evitar ficar próximo ou em frente a ele enquanto estiver funcionando.

 

 

Outras preocupações comuns entre os pacientes que utilizam marca-passo são relacionadas à limitação de movimentos do braço e da prática de atividade física. A presença do marca-passo, por si só, não limita a movimentação do braço do paciente, nem impede a realização de atividades físicas leves e moderadas. A rotina de atividades físicas, aliás, pode ser retomada cerca de duas semanas após a cirurgia de implante. A restrição de certos exercícios pode ocorrer não pelo uso do dispositivo, mas pela doença cardíaca ou pela capacidade física do paciente. Em geral, devem ser evitados apenas esportes com contato físico intenso, que possam causar impacto no local do aparelho.

 

 

Cirurgia – durante a cirurgia para colocação de marca-passo, são implantados eletrodos especiais que chegam até o coração através das veias. A quantidade de eletrodos e os locais onde eles serão posicionados variam conforme o caso e são definidos pelo médico. O marca-passo é, então, conectado aos eletrodos já implantados e testados, ficando sob a pele, geralmente na região subclavicular direita ou esquerda. Após o implante, o paciente é levado ao quarto, não sendo necessária internação na UTI.

 

 

O Hospital Santa Lúcia oferece uma estrutura completa com tecnologia avançada para o diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares. O Hospital dispõe de atendimento emergencial, internação e UTI especializada. O centro cirúrgico do Santa Lúcia está preparado para a realização de cirurgias de alta complexidade, como operação de revascularização do miocárdio (pontes de safena, mamária e radial), correção de cardiopatias congênitas, tratamento cirúrgico de doenças valvares, das grandes artérias, de arritmias cardíacas, homoenxertos, implante de marca-passo e de outros dispositivos cardíacos eletrônicos.

 

11/05/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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