Consumo excessivo de sal causa hipertensão arterial e prejudica o coração e os rins

A hipertensão arterial afeta cerca de 30% da população brasileira adulta, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão e a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Por não ter sintomas, seu diagnóstico só é possível a partir da aferição periódica da pressão arterial. “A hipertensão aumenta o risco de infarto, insuficiência renal e acidente vascular cerebral”, afirma o cardiologista Lázaro Miranda, do Hospital Santa Lúcia. Um dos principais causadores é o consumo excessivo de sal, que eleva o sódio no organismo a níveis prejudiciais. O brasileiro consome, em média, 12 gramas de sal por dia, enquanto a Organização Mundial de Saúde recomenda um máximo de cinco gramas. O principal malefício do excesso de sal é a retenção de líquido: cada nove gramas fazem o corpo reter um litro de água. “Se todos os dias a pessoa consome mais sal do que o recomendável, terá sempre um volume extra em circulação e uma maior pressão interna nos vasos sanguíneos. Isso caracteriza a hipertensão”, explica.

 

 

 

A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto circula. Quando o coração se contrai para expulsar o sangue, tem-se a medida máxima ou sistólica. Quando ele se dilata e é novamente preenchido, tem-se a pressão mínima ou diastólica. Dessa forma, a medida final será descrita pelo valor máximo seguido do mínimo. Os níveis considerados normais de pressão arterial variam conforme a idade e a condição de saúde da pessoa. Para os jovens saudáveis, por exemplo, a pressão ideal para a minimização do risco de problemas cardiovasculares situa-se abaixo de 120/80, popularmente traduzido como 12 por 8. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, para a maioria das pessoas, a pressão arterial deve estar abaixo de 14 por 9, exceto os diabéticos – que devem mantê-la em valores inferiores a 13 por 8,5 – e doentes renais crônicos, cuja pressão deve ficar abaixo de 12 por 7,5.

 

 

 

O efeito da pressão alta no organismo é a sobrecarga de todo o sistema cardiovascular. Ela pode bloquear e entupir as artérias do coração, levando à angina ou ao infarto; no cérebro, pode ocorrer o mesmo bloqueio, causando um acidente vascular cerebral. Já nos rins, o entupimento das artérias prejudica a filtragem do sangue, podendo causar insuficiência renal.

 

 

A aferição da pressão arterial é o método de diagnóstico da hipertensão. Segundo o cardiologista Lázaro Miranda, ela deve ser feita ao menos duas vezes por ano, em ambiente ambulatorial – ou seja, por um profissional de saúde, com equipamento adequado e metodologia correta. “Nada impede que a pessoa faça a medição em casa, desde que utilize um aparelho confiável e siga a maneira certa”, diz. No site da Sociedade Brasileira de Hipertensão, é possível encontrar orientações para medir a pressão arterial em casa.

 

 

 

Segundo Lázaro Miranda, nem sempre um episódio de pressão alta caracteriza hipertensão. Em caso de dúvidas, deve-se realizar outras medições da pressão arterial ao longo de alguns dias, ou fazer a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), um exame que mede a pressão a cada 20 minutos, durante 24 horas, e registra os resultados obtidos durante as atividades diárias normais e o sono do paciente. O médico pode ainda avaliar a necessidade de exames complementares, como o de sangue, o de função renal, o de fundo de olho e o eletrocardiograma, entre outros. Eles servirão para verificar se existe algum comprometimento do coração, das artérias e dos rins, que indicam a presença crônica de pressão alta.

 

 

 

Além do consumo excessivo de sal, outros fatores aumentam o risco de hipertensão arterial, como o histórico familiar e o envelhecimento, já que os vasos sanguíneos tendem a ficar mais rígidos ao longo da vida. Obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo exagerado de álcool e estresse também podem contribuir para a elevação da pressão. Portanto, a prevenção da hipertensão arterial está diretamente relacionada à manutenção de um estilo de vida saudável e à realização de check-up periódico.

 

 

 

A hipertensão arterial não tem cura. O tratamento envolve a mudança de hábitos do paciente, com redução da ingestão de sal, dieta saudável e prática de exercícios físicos regulares, além de evitar cigarro e bebidas alcoólicas. Na maioria dos casos, a redução da pressão arterial pode exigir medicação, a qual deverá ser usada e monitorada por profissional médico, quase sempre, por toda a vida. Evite a automedicação, bem como somente interrompa ou troque a sua medicação com orientação médica.

08/06/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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