Consumo excessivo do açúcar causa danos à saúde

 

O brasileiro consome, em média, 55kg de açúcar por ano, enquanto a média mundial por habitante corresponde a 21kg por ano. A quantidade é mais do que o triplo da recomendada pela Organização Mundial de Saúde, que é de 15kg para o mesmo período. Os dados, coletados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, apontam para um aumento alarmante de ingestão da substância que, consumida em excesso, pode causar prejuízos equiparáveis aos do álcool.  

 

 

Muitas vezes, o consumo do açúcar passa despercebido. Ele está presente para incrementar sabor dos alimentos como o cafezinho do dia-a-dia, sobremesas e, principalmente, os produtos industrializados, como sucos, refrigerantes, biscoitos e cereais. Ao final do dia, o brasileiro chega a ingerir o equivalente a 10 colheres de sopa de açúcar, quando o ideal seria até duas, ou 40 gramas. “O resultado é um aumento preocupante no número de obesos e de novos casos de doenças ligadas aos maus hábitos alimentares, entre eles a diabetes mellitus”, destaca o endocrinologista do Hospital Santa Lúcia, Gustavo Franklin.

 

 

O açúcar causa uma série de alterações no organismo e aumenta o risco de doenças cardiovasculares; tem alto índice calórico e em quantidades exageradas acumula gorduras, especialmente na região abdominal; pode causar obesidade, diabetes mellitus e aumento da pressão arterial e do nível de triglicérides, potencializando os fatores de risco para o infarto e acidente vascular cerebral (AVC).  

 

 

É considerado um carboidrato simples, por ser absorvido rapidamente pelo organismo. Sua digestão, quase que imediata, eleva os níveis de glicose de forma acelerada, além de “roubar” vitaminas de outros alimentos. Algumas substâncias que contêm carboidrato em sua composição também possuem alto índice glicêmico, como o arroz branco, o pão branco e a batata. Eles se transformam em açúcar de rápida absorção no organismo e podem ser tão prejudiciais quanto o açúcar refinado.

 

 

Segundo levantamento da Embrapa, até a década de 1930 o brasileiro ainda ingeria a quantidade recomendada de açúcar. O dr. Gustavo Franklin observa, ainda, que nos últimos anos houve uma mudança nos padrões alimentares com um aumento exponencial do consumo de industrializados, altamente calóricos e com baixo teor de nutrientes. “O brasileiro tem substituído frutas, verduras e legumes pelos produtos industrializados. Isso ocorre pelo estilo de vida da população, que cada vez mais busca alimentos prontos congelados e do tipo fast-foods pelo baixo custo dos mesmos, facilidade de acesso e falta de uma política governamental para educação”, destaca.

 

 

O médico destaca que o problema está no exagero. “Pode-se consumir moderadamente. O ideal é fazer uma readaptação no paladar e algumas substituições. Basta dar o primeiro passo para que a consciência de um estilo de vida saudável vire um hábito. Manter a alimentação saudável e a prática de atividades físicas é fundamental para uma boa saúde”, recomenda. 

28/07/2013
   |   Fonte: Equipe do Site

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