DESCOBERTA DE MUTAÇÕES GENÉTICAS LIGADAS AO CÂNCER DE MAMA E DE OVÁRIO FAZ 20 ANOS

Em 1994, cientistas relataram pela primeira vez o isolamento do gene BRCA 1 e, no ano seguinte, do BRCA 2. Eles demonstraram que mutações nesses dois genes elevam significativamente o risco de câncer de mama e de ovário. Desde essa descoberta, o exame de sequenciamento do BRCA 1 e 2 tem dado a mulheres em todo o mundo a chance de adotar medidas preventivas, como a retirada dos ovários e das mamas, com base no risco potencial de desenvolver a doença. A oncologista clínica Luiza Dib Faria, do Hospital Santa Lúcia, reforça que o teste do BRCA não deve ser feito sem orientação de um oncologista ou geneticista. Além disso, o acompanhamento psicológico do paciente é importante neste processo. “Esse exame é realizado dentro de um contexto, como instrumento complementar na prevenção do câncer de mama e de ovário quando há histórico familiar da doença, até porque os casos ligados a mutações no BRCA correspondem a apenas 10% do total”, explica. “Para a maioria das mulheres, a mamografia a partir dos 40 anos e o exame ginecológico anual continuam sendo as principais formas de prevenção e detecção precoce de câncer de mama e de ovário”, destaca. Alguns dos critérios para indicação do teste genético são: diagnóstico de câncer de mama em idade inferior a 50 anos; diagnóstico de câncer de mama em homem;  incidência de dois tumores malignos de mama na mesma pessoa e câncer de ovário em paciente que já teve câncer de mama. Outras informações sobre o exame podem ser consultadas no guia da National Comprehensive Cancer Network (NCCN), uma rede de centros de referência em pesquisa e tratamento de câncer dos Estados Unidos.

17/05/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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