Desvio de septo afeta 30% dos brasileiros e tem tratamento cirúrgico

Estima-se que três em cada dez brasileiros tenham desvio de septo nasal. Essa patologia, que pode ser congênita ou resultar de má-formação dos ossos da face e de traumas no nariz, pode causar dificuldade para respirar, baixa qualidade do sono, ronco, sinusites frequentes e dores de cabeça. “Quando há obstrução nasal e dificuldade de respiração, o desvio precisa ser corrigido cirurgicamente”, alerta Jaime Siqueira, otorrinolaringologista e especialista em cirurgia da face do Hospital Santa Lúcia. O diagnóstico do desvio de septo é feito durante exame clínico, com a rinoscopia. Se necessário, o médico pode solicitar uma tomografia da face ou realizar uma videoendoscopia nasal. A cirurgia corretiva pode ser apenas interna (septoplastia) ou associada à cirurgia plástica (rinosseptoplastia). “Em 50% dos casos, o desvio de septo compromete esteticamente o nariz. Então, podemos corrigir as duas coisas na mesma cirurgia”, afirma o médico. “Cerca de duas semanas após o procedimento o paciente já percebe melhora na qualidade da respiração”, finaliza.

 

 

O septo nasal é a estrutura formada por ossos e cartilagem que divide o nariz em duas narinas. O desvio ocorre quando essa estrutura fica torta e uma das narinas é afetada. Algumas vezes, esse problema está associado a outras patologias que também prejudicam a função respiratória, como pólipos nasais ou a hipertrofia das conchas nasais, estruturas situadas na lateral das narinas que têm a função de aquecer e umidificar o ar que inspiramos.

 

Quando o desvio se deve à estrutura mal formada dos ossos da face, os sintomas costumam se manifestar pouco antes da adolescência. “Nesses casos, o momento ideal para a cirurgia corretiva é a partir dos 14 anos, quando já se completou a formação óssea”, aconselha o Dr. Jaime Siqueira. “Se a obstrução nasal for grave, pode-se fazer a cirurgia ainda na infância, mas a chance de o desvio voltar existe, já que a formação óssea ainda está em andamento”, esclarece.

 

Embora a septoplastia possa ser realizada até os 70 anos de idade, o otorrinolaringologista ressalta que os pacientes com indicação cirúrgica devem realizar o procedimento ainda na juventude, para evitar os danos causados pela má respiração a longo prazo. “O desvio de septo pode agravar rinites e causar rinossinusites frequentes, além de piorar a qualidade do sono e dificultar a prática de exercícios físicos. Tudo isso afeta a saúde de forma geral”, alerta.

07/09/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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