Dor torácica é prenúncio de infarto ou angina em mais de 90% dos casos

A dor torácica — dor contínua na região anterior do tórax, difusa, localizada em áreas desde a mandíbula até o epigástrio, com 10 ou mais minutos de duração e em indivíduos com mais de 30 anos de idade — é a segunda maior causa de busca por atendimento nas emergências hospitalares em todo o mundo.

 

Quando preenche todas as principais características de uma angina, em mais de 90% dos casos indica a presença do infarto agudo do miocárdio ou o seu prenúncio, a angina instável. Todavia, a dor torácica também pode ser indício de outras doenças igualmente graves, porém mais raras, como a dissecção aórtica, a embolia pulmonar, a pericardiomiocardite, o pneumotórax e a ruptura esofagogástrica.

 

“Por isso, essa dor deve ser valorizada e investigada de forma sistemática e padronizada, com protocolos específicos que integrem as equipes assistenciais para assegurar atendimento mais rápido, seguro, preciso e eficaz aos pacientes, minimizando sequelas e evitando mortes”, explica o cardiologista do Hospital Santa Lúcia Sul, Lázaro Miranda.

 

A dor torácica pode se irradiar para o braço esquerdo, base do pescoço ou epigástrio, ser acompanhada de náuseas e vômitos, sudorese, falta de ar, palpitações e até síncopes. Pacientes com esses sintomas devem ser conduzidos imediatamente a uma emergência cardiológica para que sejam atendidos o quanto antes.

 

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – Para o diagnóstico, inicialmente a equipe de atendimento tenta identificar as características da dor para, em seguida, realizar o exame clínico objetivo e proceder a realização e análise dos traçados dos eletrocardiogramas (ECG) e das dosagens dos marcadores de necrose miocárdica (MNM), troponina e CKMB.

 

“Em alguns casos, diversificamos esses encaminhamentos para outros exames complementares de diagnóstico, tais como raios X de tórax, ecocardiograma, angiotomografia de tórax ou de coronárias, Sestamib, teste de esforço e até cateterismo cardíaco, um dos diversos procedimentos realizados pelo nosso setor de Hemodinâmica”, detalha Miranda.

 

Segundo o especialista, cerca de 50% dos pacientes que dão entrada na Emergência com dor torácica recebem alta depois de completado o protocolo de atendimento e de receberem as devidas orientações. Os demais são internados e tratados em conformidade com o diagnóstico obtido: tratamento clínico otimizado, angioplastia com implante de stents ou até mesmo cirurgia cardíaca.

 

06/06/2017

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