ESTILO DE VIDA E TABAGISMO FAZEM INFARTO DISPARAR ENTRE AS MULHERES

As conquistas profissionais vieram, mas, com elas, as mulheres passaram a sofrer as consequências do estresse diário da rotina moderna. Casos de infarto avançaram conforme os hábitos da sociedade e, hoje, um em cada dois pacientes com mais de 50 anos é mulher. Além disso, uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em conjunto com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) comprovou que metade dos homens que fumava há 20 anos deixou o vício, entretanto tal redução não ocorreu na mesma proporção nas mulheres. Tabagismo, hipertensão arterial, combinados com alimentação desequilibrada e histórico de cardiopatias familiares, contribuem para o surgimento de problemas no coração. Além disso, o uso de pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal facilitam o surgimento da doença. O cardiologista do Hospital Santa Lúcia e membro do American College of Cardiology, Lázaro Miranda, alerta para a diferença dos sintomas: “Nas mulheres, a doença pode surgir de forma camuflada, sem padrão, o que dificulta o diagnóstico rápido e o tratamento adequado”. 

 

Não bastasse a maior dificuldade em diagnosticar as disfunções cardíacas, as mulheres ainda contam com outro inimigo quando falamos em doença arterial coronariana. Ainda não existe uma explicação científica, mas a experiência clínica demonstra que a intervenção cirúrgica é mais difícil e arriscada em mulheres do que em homens.

 

Pesquisas feitas em pacientes com problemas cardíacos causaram uma reviravolta nas teses defendidas em consultórios. Na década de 1980, a comunidade médica acreditava que a reposição hormonal fosse um meio de combater problemas coronarianos, inclusive como método preventivo do infarto. A literatura médica difundida na época influenciou tratamentos no mundo inteiro.

 

Atualmente, estudos mais aprofundados indicam rigorosamente o contrário. Tratamentos com reposição hormonal, muito comuns na fase inicial da menopausa, podem ter o efeito contrário. “A medicina é a ciência das verdades transitórias. Na década de 80 do século XX, este tratamento era como uma coqueluche. Hoje, não há problemas em aplicá-lo em mulheres sadias e por um período de até um ano e meio. Entretanto, quando falamos fumantes que usam anticoncepcionais, é importante tomar todas as medidas preventivas” — complementa o Dr. Lázaro.

 

Para evitar os riscos de infarto e outras doenças cardíacas, é fundamental que as mulheres façam exames regulares, check up sazonal e que procurem um especialista em caso de dores sem origem conhecida. Outra possiblidade é usar pílulas anticoncepcionais de baixa dosagem. Em qualquer caso, os bons hábitos de vida, como prática regular de exercícios e alimentação equilibrada, são as melhores atitudes preventivas.

21/09/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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