Festas de fim de ano: exagerar na alimentação pode provocar acúmulo de gordura e problemas cardiovasculares

As festas de fim de ano estão chegando e, com elas, as tradicionais mesas fartas e cheias de delícias que, em boa parte dos casos, não são exatamente saudáveis. Em momentos assim, não é incomum o ganho de peso e, com o passar dos anos, fica cada vez mais difícil perder esses quilos a mais, já que o metabolismo basal do indivíduo — valor de referência do quanto o corpo gasta de calorias para se manter funcionando — começa a ficar mais vagaroso.

 

A partir dos 30 anos de idade, o corpo passa a funcionar em um ritmo mais lento e que diminui até os 60 ou 70 anos, quando tende a estabilizar. Essas mudanças fazem com seja mais difícil eliminar gordura. O acúmulo gradual dessa massa gorda pode trazer complicações cardiovasculares como a hipertensão arterial, a dislipidemia (elevação do mau colesterol e queda do bom) e a intolerância à glicose/diabetes.

 

“A obesidade integra um grupo dos chamados fatores de risco que, juntos, constituem uma condição de elevado risco para o surgimento das doenças cardiovasculares, denominada Síndrome Metabólica. Os exageros alimentares e o alto consumo de bebidas alcoólicas, comuns em épocas como o fim do ano, criam condições propícias para o desencadeamento de doenças graves”, explica o cardiologista do Hospital Santa Lúcia, Lázaro Miranda.

 

A barriguinha que cresce ao longo dos anos é um sinal de perigo. Segundo uma pesquisa publicada pela Mayo Clinic, nos Estados Unidos, o acúmulo excessivo de gordura na região do abdome é ainda mais perigoso e, quando comparado à obesidade comum (aquela distribuída por todo o corpo), pode duplicar o risco de doenças cardiovasculares.

 

Lázaro Miranda explica que o corpo humano possui dois tipos de gordura abdominal: uma boa, a gordura marrom abaixo da pele; e outra ruim, a gordura branca localizada nas vísceras e peritônio, membrana que reveste os órgãos abdominais.

 

“Esta gordura ruim, mais frequente entre os homens, está associada a uma maior liberação de cortisol, leptina e outros hormônios, à intolerância à glicose e a processos inflamatórios crônicos e contribui para a elevação da pressão arterial e do mau colesterol (LDL), além da queda do bom colesterol (HDL). É neste ambiente que se desenvolve a aterosclerose — placas de gordura e tecido fibroso nas paredes internas das artérias, causando obstruções que impedem o fluxo sanguíneo”, contextualiza o médico.

 

PREVENIR É SEMPRE MELHOR – A recomendação do cardiologista é cultivar hábitos saudáveis não apenas no final do ano, mas durante toda a vida. “Moderar a ingestão de bebidas alcoólicas e preferir alimentos que comprovadamente aceleram o metabolismo e aumentam o gasto calórico é importantíssimo. Realço ainda que há uma ‘vacina’ muito eficiente contra o ganho de peso e a obesidade: a prática regular de atividade física”, reforça.

 

De acordo com ele, entre os alimentos preferíveis estão as sementes, nozes, batata-doce, inhame, tapioca, banana verde, abacate, frutas vermelhas, carnes magras, peixes e frutos do mar, chá verde, clara de ovo, probióticos (iogurtes desnatados), vinagre de maçã e óleo de cártamo.

19/12/2017

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