Hipertensão arterial é uma doença silenciosa que acomete 70% dos brasileiros acima de 70 anos

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 70% da população acima dos 70 anos, no Brasil (ou seja, um em cada três adultos) são hipertensos. A doença crônica, caracterizada pelo aumento dos níveis de pressão sanguínea nas artérias, na maioria das vezes é assintomática, o que aumenta o risco de infarto, AVC e insuficiência renal. Sua incidência está diretamente relacionada à idade, isso porque com o processo de envelhecimento, as artérias ficam mais frágeis, perdendo a capacidade de dilatação . “Em geral, o hipertenso vai se adaptando ao aumento da pressão e só se dá conta dos danos quando cérebro, coração ou rins estão gravemente afetados. A doença corrói as artérias sem a pessoa notar o que está acontecendo”, explica Antônio Tito Paladino, cardiologista do Hospital Santa Lúcia.

 

 

A hipertensão ocorre quando a pressão arterial apresenta uma incidência média, após ser medida por diversas vezes, igual ou superior a 14 por 9. Isso acontece porque os vasos sanguíneos se contraem e fazem com que a pressão do sangue se eleve. Ela é considerada normal quando a pressão sistólica (máxima) não ultrapassa 130 mmHg e a diastólica (mínima) é inferior a 85 mmHg.

 

 

A pressão arterial pode variar durante o dia. A tendência é que ela diminua quando estamos dormindo e aumente quando realizamos esforço físico. Para que resultados mais fiéis sejam alcançados é necessário realizar a medição algumas vezes durante o dia. “Em geral, as pessoas com hipertensão arterial precisam verificar os níveis de sua pressão de duas a quatro vezes por dia”.

 

 

O diagnóstico de hipertensão é feito pela medida da pressão. A forma mais comum é a executada em consultório com aparelhos manuais ou automáticos, os chamados esfigmomanômetro, que consiste de um estetoscópio, um revestimento para o braço, um mostrador, uma bomba e uma válvula. A enfermidade também pode ser diagnosticada por aparelhos que fazem captam a pressão arterial durante 24 horas, ferramenta importante para um diagnóstico mais seguro. “Na suspeita de pressão alta é preciso procurar seu cardiologista para diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequados”, frisa o especialista.

 

 

A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, que depende das comorbidades e medidas da pressão. “É importante ressaltar que o tratamento para hipertensão nem sempre significa o uso de medicamentos, mas se estes forem indicados, é necessário aderir ao tratamento mesmo que esteja se sentindo bem”, ressalta o cardiologista.

 

 

O médico finaliza que a prevenção é sempre a melhor opção para se manter longe da doença e, por isso, recomenda a aferição da pressão pelo menos uma vez por ano. “É sempre importante lembrar que filhos de pais hipertensos têm grande probabilidade de desenvolver a doença. A melhor forma de prevenir danos futuros é ficar atento aos fatores de risco”. Além disso, a adoção de um estilo de vida saudável, como manter o peso adequado, não abusar do sal, praticar atividade física regular, abandonar o fumo, moderar o consumo de álcool, evitar alimentos gordurosos e controlar o diabetes e outras comorbidades deve ocorrer mesmo em pacientes que estejam com terapêutica medicamentosa.

 

 

Mandamentos contra a pressão alta de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia:

Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.

Pratique atividades físicas todos os dias.

Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.

Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras, e mais frutas, verduras e legumes.

Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba.

Abandone o cigarro.

Nunca pare o tratamento, é para a vida toda.

Siga as orientações do seu médico ou profissional da saúde.

Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer.

 
20/04/2014
   |   Fonte: Equipe do Site

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