Hospital Santa Lúcia atua no combate da sepse

Doença é a principal causa de mortes em UTIs no Brasil, onde a taxa de mortalidade chega a 55%

 

 

Segundo dados coletados pela Global Sepsis Alliance, anualmente, quase 30 milhões de casos de sepse são contabilizados no mundo. Popularmente conhecida como infecção generalizada, ela é hoje a maior causa de mortes em UTIs no Brasil e mata mais que o infarto e alguns tipos de câncer. Preocupado com esse quadro, o Hospital Santa Lúcia adotou normas de controle e combate à enfermidade.

 

Priorizando a melhoria contínua no atendimento aos pacientes com sepse grave, o Hospital associou-se ao Instituto Latino-Americano de Sepse, ILAS. Números apontados por estudos epidemiológicos brasileiros coordenados pela entidade mostram que cerca de 17% dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva no país são ocupados por pacientes com esse diagnóstico e a taxa de mortalidade chega a alcançar 55% dos casos.

 

O problema é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo, produzidas por uma infecção. Sua principal característica é um estado de inflamação causado pelo aparecimento de agentes infecciosos na corrente sanguínea, como bactérias, fungos ou vírus. Esse sintoma, quando não tratado adequadamente, pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos. Por isso, o objetivo principal do ILAS é reduzir, no prazo máximo de cinco anos, 25% das mortes decorrentes de septicemia.

 

De acordo com Flávia Packer, diretora de Práticas Assistenciais do Hospital Santa Lúcia, o protocolo do centro de saúde foi implantado em parceria com o ILAS e está em fase de consolidação e adesão de profissionais de saúde. “O método proposto consiste na capacitação dessas pessoas para a implantação de medidas baseadas em evidências para o diagnóstico e tratamento precoce da sepse nos estabelecimentos de saúde”, explica.

 

Para resultados positivos, é necessária a integração entre médicos e enfermeiros desde a entrada no pronto-socorro até a UTI. A adoção do protocolo envolvendo toda a equipe assistencial ajuda a reconhecer se determinada infecção pode evoluir para sepse grave. Se um paciente dá entrada na emergência com algum sintoma infeccioso associado à taquicardia e aumento da respiração, o quadro já pode ser crítico, devendo ser iniciada uma série de intervenções, como hidratação com soro, controle da pressão arterial e uso de antibióticos.

 

15/09/2013
   |   Fonte: Equipe do Site

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