Identificação precoce de lesões pode prevenir câncer ginecológico

A identificação e avaliação precoce de lesões no aparelho reprodutivo feminino tem papel fundamental na prevenção de diversos tipos de câncer ginecológico, especialmente o de colo uterino, o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

 

A doença, também chamada de câncer cervical, é causada pela infecção persistente por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV). Apesar de muito frequente, a presença do HPV no organismo não leva ao desenvolvimento de tumores na maior parte das vezes. Todavia, em alguns casos, alterações celulares provocadas pela presença do vírus podem evoluir para o câncer.

 

“Alterações nessas células podem ser descobertas facilmente quando a mulher realiza o exame preventivo, conhecido como papanicolau, periodicamente a partir dos 25 anos de idade, e confirmadas pela biópsia guiada pela colposcopia. Na maioria dos casos descobertos de maneira precoce, a paciente tem boas chances de se curar”, explica a médica ginecologista do Hospital Santa Lúcia, Sônia Ferri, especialista com atuação na área de ginecologia oncológica.

 

Como a doença se desenvolve lentamente, ela pode não apresentar sintomas em sua fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias (urina com sangue, dificuldade para urinar, obstrução da bexiga) ou intestinais (dificuldade para evacuar, fezes com sangue, obstrução dos intestinos) nos casos mais avançados.

 

Segundo o Instituto de Nacional de Câncer (INCA), cerca de 44% dos casos de câncer de colo do útero são diagnosticados no Brasil ainda na fase anterior ao tumor, chamada de lesão precursora. Isso possibilita que o tratamento seja mais simples e também mais eficaz, com até 100% de cura, e pode incluir cirurgia e quimioterapia com radioterapia, a depender do estadiamento da doença no momento do diagnóstico e de fatores pessoais, como idade e desejo de ter filhos, que demanda a preservação do órgão.

 

A estimativa do Instituto para 2016 é que 16.340 mulheres recebam o diagnóstico da doença. O número previsto é o mesmo do ano passado. “Além da vacinação contra o HPV, para prevenir o câncer de colo do útero é fundamental fazer uso da camisinha em todas as relações sexuais, manter uma boa alimentação, praticar atividade física regularmente e evitar o tabagismo”, orienta a médica Sônia Ferri.

 

“Mulheres que possuem antecedentes familiares de câncer ginecológico, de ovário, mama e intestino devem iniciar as consultas ao ginecologista mais cedo, a partir dos 25 anos”, recomenda a especialista.

 

CÂNCERES GINECOLÓGICOS – Outros tipos de câncer ginecológico também podem atingir o aparelho reprodutivo feminino, como o câncer de corpo do útero (endométrio) e o de ovário.

 

O primeiro é pouco frequente e ocorre principalmente em mulheres a partir dos 60 anos, especialmente as que foram expostas ao uso do hormônio estrogênio isolado ou de tamoxifeno, as que possuem doenças crônicas como o diabetes, as obesas e as que apresentam anovulação crônica, ou seja, que não ovulam por um período prolongado. Um dos principais sinais da doença é o sangramento vaginal após a menopausa ou entre as menstruações. Outros sintomas possíveis são dores pélvicas.

 

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico e ecografia, associados a marcadores para a doença. A confirmação é realizada por um estudo anatomopatológico. Os tratamentos podem incluir cirurgia para remoção do útero, radioterapia, terapia hormonal e quimioterapia.

 

Já o câncer de ovário não costuma provocar sintomas em sua fase inicial. Contudo, à medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante.

 

Outros sintomas menos comuns são a necessidade frequente de urinar e sangramento vaginal. Já o diagnóstico demanda a realização da ecografia transvaginal, que avalia a espessura e a homogeneidade do endométrio. A confirmação acontece por meio de uma biópsia.

 

INFRAESTRUTURA – O Hospital Santa Lúcia está preparado para oferecer todo o atendimento necessário para o diagnóstico precoce e tratamento dos cânceres ginecológicos. Para isso, dispõe de ginecologista especialista em Oncologia e dos mais modernos equipamentos para a realização de exames citopatológicos e biópsias, além de diagnóstico por imagem.

 

O atendimento funciona integrado a outros serviços do Hospital, que possui infraestrutura de ponta para a realização de cirurgias ambulatoriais de alta frequência, Centro Cirúrgico habilitado para procedimentos de alta complexidade e suporte pós-cirúrgico em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria específica para pacientes oncológicos.

 

23/01/2017

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