Infarto pode ser mais agressivo em jovens adultos de até 40 anos

O estilo de vida menos saudável, os vícios recorrentes, a desatenção na avaliação dos sinais e sintomas e a consequente demora em buscar socorro adequado são as principais razões para que os óbitos por infarto entre jovens adultos de 20 a 39 anos tenham aumentado no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, estes casos subiram de 2,51% para 2,79% comparando-se os anos de 2010 e 2012, respectivamente. Os mais jovens costumam acreditar que não estão inclusos no grupo de risco para a doença, o que faz com demorem a reconhecer sintomas como dor no peito, queimação no estômago e falta de ar, e a buscar socorro. “Tempo é miocárdio, miocárdio é vida”, alerta o cardiologista do Hospital Santa Lúcia, Dr. Lázaro Miranda, ao ressaltar que buscar uma Unidade Hospitalar é condição para a sobrevivência do paciente. O uso do álcool e drogas ilícitas como cocaína, anfetamina e anabolizantes aumenta as chances do indivíduo enfartar. “Por isso, ter uma vida saudável – com alimentação natural e prática regular de atividade física – é uma arma poderosa contra o infarto”, enfatiza Dr. Lázaro. Doenças congênitas como a hipertrofia do músculo cardíaco e a trombofilia também podem ser decisivas. Ficar atento aos seus sinais é fundamental. Se o indivíduo não for obeso, hipertenso, diabético, fumante e seus índices de colesterol forem saudáveis, a primeira consulta cardiológica deverá ocorrer aos 30 anos para homens e aos 40 para mulheres. A avaliação essencial inclui a análise da história clínica, exame físico e eletrocardiograma. “Ecocardiograma, teste de esforço e outros exames são necessários se forem encontradas alterações”, explica o médico. 

07/02/2015
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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