INSTABILIDADE NO OMBRO PREJUDICA MOVIMENTOS E PRECISA DE ACOMPANHAMENTO MÉDICO
Gestos simples como digitar ao celular, carregar uma sacola e abrir a porta do carro são tão corriqueiros que, na maioria das vezes, nem nos damos conta de que eles somente são possíveis graças aos ombros. Assim, para uma vida ativa, com flexibilidade e liberdade de movimentos, é muito importante cuidar da saúde dessas articulações e evitar sua instabilidade.

 

“A instabilidade do ombro ocorre quando o paciente não tem segurança em mexer o braço em qualquer posição, pois o ombro ‘sai do lugar’. Os principais fatores para que isso aconteça são os traumas de grande energia que luxam (deslocam) essa articulação (por exemplo, acidentes automobilísticos), causando alterações ligamentares ou ósseas”, explica o ortopedista do Hospital Santa Lúcia, Leônidas Bomfim.

 

A prática de esportes, apesar de ser saudável, exige cuidados. “Nos esportes de contato físico com outros atletas, tais como boxe, futebol, basquete ou handebol, as lesões traumáticas são mais comuns. Já nos esportes sem contato (tênis, natação ou golfe), as lesões atraumáticas, oriundas muitas vezes do esforço repetitivo e da prática incorreta de movimentos, são mais frequentes”, detalha o especialista. “Por isso, a atividade física bem orientada por profissionais capacitados é essencial na prevenção de lesões”, acrescenta.

 

Outros fatores também podem influenciar na instabilidade, como a hiperfrouxidão (mobilidade acima do normal) articular, além da idade do paciente ou até da má formação congênita nos ombros. “Com o envelhecimento, ocorre perda natural de massa muscular e, consequentemente, há mais riscos para a saúde dos ombros. A partir dos 40 anos, além da instabilidade, podem surgir outros problemas no ombro, como lesões na cartilagem e artrose”, pondera o médico.

 

PREVENÇÃO – A prática orientada de exercícios físicos pode fortalecer a musculatura dos ombros e de toda a cintura escapular, compostos por três ossos de cada lado – clavícula, escápula e úmero. Dentre os músculos mais importantes a serem exercitados estão o manguito rotador (grupo de músculos e tendões que age para estabilizar o ombro), o romboide e o trapézio, ambos na parte superior das costas.

 

TRATAMENTO E RECUPERAÇÃO – O tratamento de lesões nos ombros é complexo e requer uma análise apurada, feita por um especialista que deve considerar as variáveis da doença e do paciente acometido, como os usos que ele faz da articulação, sua idade e as expectativas com o tratamento, dentre outras.

 

De modo geral, o tratamento se divide em “conservador”, ou seja, com reforço muscular por meio da fisioterapia, e cirúrgico, realizado por videoartroscopia, procedimento minimamente invasivo, feito com o auxílio de uma câmera de vídeo que possibilita a visualização dos danos no interior de uma articulação.

 

Após a cirurgia, o paciente permanece imobilizado por 30 dias e, então, é encaminhado para a fisioterapia. Em geral, o retorno à prática de atividades físicas ocorre em torno de 4 meses de tratamento, mas isso pode variar muito, a depender do esporte praticado. Sem o tratamento adequado, a instabilidade leva a aumento da frouxidão da articulação, causando lesões secundárias importantes, como a erosão óssea.

 

QUANDO PROCURAR UM MÉDICO – Sempre que o paciente apresentar dor, perda de movimento, crepitação (estalos) ou sensação de instabilidade nos ombros, o ortopedista deve ser procurado. Os principais exames solicitados são as radiografias e as ressonâncias, mas é fundamental que o profissional possa conhecer a história do paciente e realizar exames físicos.

 

“Quando uma pessoa desloca o ombro, é imprescindível que ela procure a emergência de um hospital para ser examinada por um ortopedista, que irá solicitar radiografias e providenciará a recolocação do ombro no lugar de modo seguro”, alerta Leônidas Bomfim. “Depois disso, a recomendação é procurar um especialista em ortopedia e traumatologia com atuação em cirurgia do ombro, para receber o devido acompanhamento”, reforça.

 

O Hospital Santa Lúcia dispõe de todos os métodos diagnósticos, além de uma equipe especializada para o tratamento adequado desta doença. A maioria das cirurgias é realizada por videoartroscopia; como são minimamente invasivas, minimizam eventuais perdas de movimento e, ainda, promovem melhor efeito estético, reduzindo as cicatrizes. Contudo, em alguns casos, a cirurgia aberta convencional pode ser a mais indicada.

 

27/02/2017

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