Insuficiência renal afeta 10% dos brasileiros adultos e pode ser detectada em exames simples

As doenças renais crônicas caracterizam-se como um problema de saúde pública em todo o mundo. “No Brasil, estima-se que 10% da população adulta tenha algum grau de insuficiência renal, e esse índice aumenta a partir dos 60 anos”, afirma o coordenador de Nefrologia do Hospital Santa Lúcia, Evandro Reis. Segundo ele, a insuficiência grave, com necessidade de diálise ou transplante de rim, afeta cerca de cem mil brasileiros, número que vem crescendo devido ao aumento dos casos de diabetes e hipertensão arterial, fortemente associados a essas doenças.

 

 

Como o rim é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial, seu mau funcionamento pode ser causa ou consequência da hipertensão. Já o diabetes pode danificar os vasos sanguíneos nesses órgãos, interferindo na filtragem das toxinas. Outras causas são glomerulonefrites, doença policística renal autossômica dominante, nefrites intersticiais por uso de drogas e infecções urinárias frequentes, além de doenças hereditárias. Em muitos casos, a insuficiência evolui sem sintomas até que haja um comprometimento grave da função renal. Os principais sinais são alteração do volume e da cor urina, incômodo ao urinar, inchaço nos olhos, tornozelos e pés, dor lombar, anemia, fraqueza, enjoos e vômitos.

 

 

Se detectada precocemente, a doença renal crônica pode ser estabilizada nos estágios iniciais ou ter sua progressão retardada quando já atingiu maior gravidade. “Um exame de urina pode revelar se há perda de sangue ou de proteína por meio dela. A medição de creatinina e ureia no sangue também pode mostrar se há perda da função renal”, explica o nefrologista. A prevenção implica manter hábitos saudáveis, com controle da glicemia e da pressão arterial, baixa ingestão de sal, açúcar e álcool, exercícios físicos e exames periódicos.

16/08/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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