Novos Tratamentos Melhoram a Qualidade de Vida de Pacientes com Linfoma

Pesquisas realizadas nos últimos 10 anos trouxeram avanços para o tratamento do câncer hematológico, examinado pelo ramo da Medicina que se dedica ao estudo de patologias do sangue e seus distúrbios. Em pacientes com linfomas, novos medicamentos têm permitido o aumento progressivo do tempo de vida, a cura e a diminuição ou — em alguns casos — a eliminação da necessidade de internações para longos tratamentos quimioterápicos. Além disso, técnicas terapêuticas mais modernas têm gerado menos desconforto, dor e mal-estares.

 

 

“Caminhamos para o uso de medicamentos que agridam apenas o tumor e menos o paciente. A quimioterapia com várias drogas ainda vai ser útil por muito tempo, mas ganha o reforço de medicações orais, com menor necessidade de internação e menor efeito tóxico. Isso dá ao paciente mais liberdade e conforto durante o tratamento, além de amenizar o impacto das drogas no organismo”, explica médico coordenador da Oncologia do Hospital Santa Lúcia, Eduardo Ribeiro.

 

 

Os linfomas são um grupo de doenças que se originam nas células do sistema linfático, constituído de órgãos e tecidos que produzem, armazenam e distribuem linfócitos (subtipos de glóbulos brancos do sangue), que auxiliam o organismo a combater infecções e outras doenças. Fazem parte deste sistema a medula óssea, os linfonodos (gânglios ou ínguas) e os vasos linfáticos, que carregam a linfa do mesmo modo que as veias carregam o sangue. Quando uma célula do sistema linfático normal sofre uma alteração durante a sua divisão e se transforma em uma célula maligna, surge o linfoma, câncer que pode crescer descontroladamente e se disseminar pelo organismo.

 

 

Há dois grandes grupos de linfomas: os de Hodgkin e os de não-Hodgkin. Os primeiros — também chamados de Doença de Hodgkin — são mais comuns em indivíduos de 15 a 40 anos. Nestes casos, mais de 90% da massa tumoral é composta de células inflamatórias e representam um grupo com altos percentuais de cura. Já os Linfomas não-Hodgkin ocorrem em qualquer idade e representam um grupo de mais de 50 doenças diferentes, com taxas de cura que diferem entre os subtipos.

 

 

Para os dois grandes grupos existem controvérsias com relação aos fatores desencadeantes. Contudo, avanços no estudo do material genético do linfoma têm dado pistas sobre os fatores que predispõem estas doenças.

 

 

NOVIDADES – No caso dos Linfomas de Hodgkin, que já possuíam índices de cura elevados há mais de 10 anos, as únicas alternativas para os pacientes que sofriam recaídas ou não respondiam ao tratamento padrão eram a quimioterapia e o transplante de medula óssea. Apesar de muito úteis ainda hoje, ambos receberam o reforço de uma droga poderosa, aprovada recentemente no país, o brentuximab.

 

 

“Sua principal vantagem é atuar diretamente nas células cancerígenas, impedindo que elas se dividam e provocando a sua morte. Estudos com o uso de brentuximab em primeira linha e como manutenção pós-transplante também se mostram promissores”, detalha o hematologista Eduardo Ribeiro.

 

 

Nos pacientes com Linfoma Não-Hodgkin, dois cenários mostraram avanços significativos. O primeiro foi o aumento, após a conclusão da quimioterapia, da qualidade e do tempo de vida do indivíduo sem o retorno do Linfoma Folicular — um dos subtipos mais frequentes da doença. O uso da substância injetável rituximabe a cada dois meses por um período de dois anos elevou para mais de três anos a sobrevida, sem progressão da doença, em aproximadamente 75% dos pacientes.

 

 

O segundo cenário foi a identificação de novos tratamentos, principalmente em casos de recaída ou em situações em que o paciente não responde ao tratamento padrão. Para o Linfoma Folicular existe uma droga chamada bendamustina, que ainda não recebeu aprovação para uso no Brasil, embora países como a Alemanha já a usem há mais de 20 anos.

05/04/2015
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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