Obediência às recomendações médicas é fundamental para reverter crise asmática

Quem tem asma sabe que sintomas como dor torácica, tosse, chiado no peito e falta de ar são incômodos e podem prejudicar a qualidade de vida do paciente. Apesar de não ter cura, a doença inflamatória crônica caracterizada pelo estreitamento dos bronquíolos — responsáveis pela passagem de ar nos pulmões — precisa ser acompanhada e tratada sob a orientação de um médico pneumologista.

 

 

“É importante que os pacientes e seus familiares tenham o conhecimento necessário para enfrentar a doença, no sentido de evitar os fatores desencadeantes, fazendo uso adequado das medicações prescritas e percebendo quando a doença está fora de controle”, sintetiza o pneumologista do Hospital Santa Lúcia, Jefferson Fontinele.

 

 

Em geral, o tratamento para a asma pode incluir o uso de medicamentos broncodilatadores, que aliviam os sintomas. “Os pacientes precisam ser treinados para o uso de medicação inalada, que age diretamente no aparelho respiratório, e aqueles que sofrem também com rinite alérgica podem precisar de medicamentos anti-inflamatórios tópicos nasais”, informa o médico.

 

 

Todos os pacientes com asma persistente devem ter um plano, escrito por seu médico, com as medidas que deverão ser tomadas em caso de crise. Neles, o tratamento deve enfocar o combate ao processo inflamatório. É muito importante seguir à risca a prescrição médica e, em caso de efeitos indesejáveis, discutir com o profissional as alternativas disponíveis, sem interromper por conta própria o esquema de tratamento prescrito.

 

 

Por outro lado, o autoconhecimento e o autocuidado são fundamentais. “O paciente com asma precisa conhecer sinais ditos ‘premonitórios’ da chegada de uma crise, como, por exemplo, o chiado e a sensação de redução do fôlego na realização de atividades rotineiras. Sintomas noturnos, mesmos que leves, também devem ser considerados como um alerta importante”, explica o médico.

 

 

A asma pode se manifestar em qualquer fase da vida, inclusive na fase adulta, quando o indivíduo se expõe mais ao meio ambiente. “O histórico familiar da doença é um importante fator de risco, mas são as situações externas que costumam desencadear as crises ou ainda determinam a ocorrência ou não de sintomas. A exposição ao frio, o contato com poeira, mofo, produtos de limpeza, odores fortes e fumaças (principalmente de cigarro) podem fazer com que uma pessoa predisposta manifeste os sintomas”, acrescenta o especialista.

 

 

O tratamento da asma persistente é prolongado. Depois de conseguir o controle dos sintomas, é fundamental manter a medicação por um período aproximado de três a seis meses. Só então as doses devem ser diminuídas gradativamente, sempre sob orientação médica.

 

 

A obediência às recomendações médicas, aliás, é essencial num momento de crise. Intensificar a medicação para o alívio dos sintomas, tratar processos infecciosos associados e outras enfermidades — como sinusite ou pneumonia — são atitudes importantes. “Se as medicações disponíveis orientadas pelo médico não forem suficientes, o ideal é procurar um atendimento de urgência”, finaliza Fontinele.

14/06/2015
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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