Os inimigos da saúde masculina: doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer

Depois da violência, as doenças cardiovasculares, câncer e problemas respiratórios são as maiores ameaças à saúde do homem brasileiro. Das 300 mil mortes causadas anualmente por infarto, acidente vascular cerebral e outras doenças do aparelho circulatório, em 2011, 175 mil vítimas (58%) eram do sexo masculino, segundo o Ministério da Saúde. No mesmo ano, as neoplasias causaram 98 mil óbitos masculinos e as doenças do aparelho respiratório, 66 mil. “Os fatores de risco para todas essas enfermidades são os mesmos, independentemente de gênero. Mas os homens têm mais dificuldade para manter hábitos saudáveis, por isso ficam mais vulneráveis”, explica o cardiologista Fausto Stauffer, do Hospital Santa Lúcia. Alimentação inadequada, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool são os hábitos masculinos mais prejudiciais à saúde. O cigarro contribui também para a maior incidência de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e de alguns tipos de câncer — de pulmão, boca, laringe, esôfago e bexiga — na população masculina.

 

 

Para o cardiologista, os homens são menos atentos à prevenção de doenças e mais resistentes à mudança de estilo de vida. “Eles estão mais expostos ao estresse da vida moderna, ao tabagismo, ao sobrepeso, à pressão alta e a outros fatores que aumentam o risco não apenas de doenças cardiovasculares, mas também de outras enfermidades relacionadas aos hábitos diários”, avalia.

 

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo responde por 6% de todas as mortes entre mulheres e por 12% entre os homens. No Brasil, estima-se que aproximadamente 12% da população acima de 40 anos tenha DPOC, que se manifesta principalmente como enfisema pulmonar ou bronquite crônica. Quando se faz a separação dos dados por gênero, os estudos revelam que a prevalência das doenças pulmonares é maior na população masculina (18%) do que na feminina (14%).

 

 

O cigarro também está relacionado a vários tipos de câncer que acometem mais homens do que mulheres. As projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2014 mostram que de cada 10 casos de tumores pulmonares, seis serão em pacientes do sexo masculino. A mesma proporção é prevista para câncer de estômago: 63% dos casos em homens e 37% em mulheres. As neoplasias de esôfago, boca e bexiga, também relacionadas ao cigarro, afetam três vezes mais a população masculina do que a feminina e, nos casos de câncer de laringe, os homens representam 90% dos pacientes.

 

 

Outro inimigo é o câncer de próstata, que atinge mais de 60 mil brasileiros por ano. O aumento dessa glândula afeta praticamente todos os homens a partir dos 40 ou 50 anos de idade, e a avaliação por um urologista é fundamental para a prevenção do câncer. “A partir dos 45 anos, também é recomendável incluir no check-up anual uma visita ao cardiologista. Para homens que têm histórico familiar de infarto, AVC e outras doenças do aparelho circulatório, essa prevenção deve começar mais cedo, aos 40 anos”, aconselha Fausto Stauffer. “Além disso, reduzir o consumo de álcool, abandonar o cigarro, manter uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos são atitudes que devem ser adotadas por todos os homens, em qualquer faixa etária”, reforça.

10/08/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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