Outubro Rosa. Brasil na Campanha Contra o Câncer de Mama

Miami, domingo, 12 de outubro. Vinte e dois homens com capacetes e suas chamativas armaduras entram no gramado para mais uma partida do campeonato de futebol americano.  Entre corridas, choques e comemorações, um detalhe vira destaque: em meio a um dos esportes mais masculinizados do mundo, todos – sem exceção – usam algum adereço cor de rosa. A escolha virou moda, mas não por atributo estético. A causa tem salvado vidas e alertado para a necessidade de prevenção do câncer de mama.

 

Segundo a oncologista do Hospital Santa Lúcia, Patrícia Schorn, o diagnóstico precoce com exames periódicos resulta em até 90% de chance de cura. Nos Estados Unidos e na Europa, campanhas de alerta são antigas e dão muito resultado. No Brasil, ainda não se verifica a redução do número de mortes. “A chave para o sucesso é o diagnóstico precoce. No Brasil, ainda temos que avançar muito neste sentido. Só este ano, mais de 15 mil casos novos devem ser descobertos entre as brasileiras”, revela a médica.

 

Mulheres que não tiveram filhos ou engravidaram depois dos 30 anos, as que não amamentaram e as que menstruaram antes dos 12 estão no grupo de risco do câncer de mama. O tabagismo, como em várias outras doenças, também potencializa o risco, assim como o alcoolismo. “Quem está em algumas destas condições ou tem caso de câncer de mama em irmã, mãe ou filha, deve começar as mamografias aos 35 anos. As demais podem esperar até os 40”, esclarece a oncologista.

 

O tratamento mais indicado para as pacientes é a cirurgia e, atualmente, quem passa pela retirada de parte do seio pode fazer a reconstrução mamária no mesmo procedimento que retirou o câncer, independentemente se é amparado por plano de saúde ou é paciente do SUS. Além disso, a maioria das pacientes ainda passa por quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia. O fundamental em todos os tratamentos é a combinação das técnicas com equipe multidisciplinar “No Hospital Santa Lúcia temos um trabalho conjunto de radioterapeuta, oncologista, mastologista, cirurgião plástico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo. O acompanhamento é procedimento padrão, sem custos adicionais para os pacientes”,  reforça a Dra. Patrícia. 

 

 

Indicadores internacionais revelam que pacientes submetidos a toda uma série de procedimentos em um único lugar tendem a responder melhor ao tratamento do câncer. Estes dados deram suporte ao investimento que transformou o Hospital Santa Lúcia no primeiro centro de tratamento de câncer do Distrito Federal. Com especialistas e procedimentos concentrados em um mesmo ambiente, do diagnóstico ao pós-operatório, o paciente não perde tempo na espera do agendamento de consultas e nem é submetido ao desgaste dos deslocamentos entre várias clínicas. Para a Dra. Patrícia Schorn, a resposta tem sido perceptível: “Temos observado melhora em termos de impacto emocional nos nossos pacientes. A atenção dedicada a eles é permanente e a possiblidade de mantê-los sob cuidados em um mesmo centro reduz o seu desgaste físico”.

 

02/11/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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