Radiocirurgia para o tratamento de malformação arteriovenosa (MAV) é realizada em Brasília

As malformações arteriovenosas ou MAV consistem em defeito do sistema circulatório

 

Considerada uma doença rara, a MAV apresenta complicações sérias para o indivíduo como, por exemplo, hemorragias cerebrais e crise convulsiva. Atualmente, o método cirúrgico é utilizado como principal meio de erradicação, porém a radiocirurgia vem ganhando espaço entre as terapias por ser um método não invasivo. A Radioterapia do Santa Lúcia realiza o tratamento da doença através de técnica radiocirúrgica. A equipe multidisciplinar responsável pela realização do tratamento é composta pelo radioterapeuta Dr. Luiz Gustavo Guimarães, pelo neurocirurgião Dr. Renato Campos e pelos físicos médicos Dra. Kátia Caballero e Luciano Coelho.

 

Para a maioria dos casos de MAV, o paciente é assintomático, ou seja, não apresenta um sintoma que identifique a doença. Em geral, a patologia só é descoberta durante outro diagnóstico de qualquer enfermidade que o paciente venha apresentando. Dependendo da localização cerebral, as malformações arteriovenosas podem causar perda de coordenação, déficit motor, tonturas, distúrbios visuais, problemas com linguagem ou compreensão, déficits de memória, confusão mental, alucinações ou demência, entre outros. 

 

Para a investigação da região cerebral é necessário um grau de precisão apurado para atingir o alvo a ser irradiado. Com isso, a medicina diagnóstica ganha papel fundamental para direcionamento da radiocirurgia, na localização da lesão que muitas vezes, tem tamanho milimétrico. O paciente passa por exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada multislice e, em alguns casos, estudo hemodinâmico para mapear a região cerebral. No Santa Lúcia, o uso de tecnologia de ponta está diretamente associado à terapia, composto por acelerador linear, sistema de planejamento computacional e micromultileaf específico para radiocirurgia que é fabricado pela empresa alemã BrainLab.

 

Entre as vantagens deste procedimento está a técnica não invasiva. Sem cortes, a recuperação do paciente é mais rápida, recebendo alta no mesmo dia. Todo o processo é feito de forma eletiva, sem a necessidade de internação. A erradicação é satisfatória: “A tendência é o desaparecimento da região afetada, podendo esta ocorrer em até 03 anos após a realização do procedimento”, comenta Dr. Luiz Gustavo Guimarães, radioterapeuta do Santa Lúcia. O acompanhamento do paciente após a realização do tratamento é feita pelo neurocirurgião ou pelo radioterapeuta em consultas ambulatoriais.

 

Acelerador Linear Varian

A Radioterapia do Santa Lúcia já realiza radiocirugia para outras doenças do sistema nervoso central  e, desde o ano passado, a técnica para erradicação do MAV é feita no Hospital. “Antes, os pacientes realizavam toda a investigação para o seu caso em Brasília e se direcionavam para outros centros”, informa o neurocirurgião Dr. Renato Campos. Agora no Hospital Santa Lúcia é possível realizar todas as etapas do tratamento desde o diagnóstico, mapeamento e erradicação da doença em um único centro na Capital Federal.

 

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06/09/2013
   |   Fonte: Equipe do Site

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