Radiocirurgia trata tumores cerebrais sem cortes, anestesia nem internação

A radiocirurgia é uma técnica que utiliza feixes de radiação em dose única para tratar tumores e malformações arteriovenosas cerebrais, sem necessidade de cortes, anestesia ou internação hospitalar. Nessa modalidade de tratamento, os feixes de radiação são precisamente direcionados ao tumor, chegando a lugares muitas vezes inatingíveis pela cirurgia convencional, tornando o procedimento mais vantajoso. “É uma técnica segura, não invasiva, com custo mais baixo, já que não precisa de internação, e com recuperação muito mais rápida para o paciente”, detalha o radioterapeuta Luiz Gustavo Guimarães, do Hospital Santa Lúcia. “No caso de tumores cerebrais, a radiocirurgia tem um limite: só pode ser utilizada naqueles que têm no máximo 2,8 cm de diâmetro”, alerta. O encaminhamento é feito normalmente pelo oncologista ou neurocirurgião após avaliação individual. No Santa Lúcia, a radiocirurgia é oferecida desde 2008 e o atendimento ao paciente é multidisciplinar, com acompanhamento de radioterapeuta, neurocirurgião,  físicos médicos e enfermeiras oncológicas.

 

 

A incidência de tumores cerebrais é variada e eles são classificados em doenças malignas e benignas. Entre os malignos, as maiores incidências são, nesta ordem, as metástases cerebrais oriundas do câncer de pulmão, mama, melanoma e rim. Já entre os benignos, meningeomas e neurinomas do acústico são os casos mais comuns. “A radiocirurgia pode ser utilizada para tratar esses tumores, a depender da avaliação específica de cada caso”, explica o radioterapeuta. Outra indicação importante dessa técnica é a irradiação do locus cirurgico após a ressecção de alguma metástase cerebral por cirurgia convencional, com o objetivo de diminuir as chances de recorrência do tumor.

 

 

Antes de ser submetido à radiocirurgia, o paciente deve passar por exames de alta precisão, para delinear o alvo a ser atingido pelo tratamento. “A ressonância magnética e a tomografia computadorizada multislice de crânio são os mais utilizados”, afirma Luiz Gustavo Guimarães. Em alguns casos, faz-se também o estudo hemodinâmico para mapear a região cerebral a ser tratada. No Santa Lúcia, o uso de tecnologia de ponta está diretamente associado à radiocirurgia. O hospital conta com acelerador linear, sistema de planejamento computadorizado e micromultileaf específico para essa modalidade de tratamento.

 

 

Além de Luiz Gustavo Guimarães, a equipe multidisciplinar responsável pela realização dos procedimentos de radiocirurgia é composta pelo neurocirurgião Renato Campos e pelos físicos médicos Kátia Caballero, Luciano Coelho e Leonardo Bicudo. “Essa equipe acompanha cada paciente submetido à radiocirurgia, desde o mapeamento do local a ser tratado até o cálculo exato da dose e o controle de qualidade do tratamento a ser realizado individualmente”, ressalta Luiz Gustavo. A dose de radiação pode variar conforme a localização do tumor. Considerado rápido, o procedimento dura poucos minutos, e o paciente é liberado no mesmo dia para voltar para casa e retomar suas atividades cotidianas. O acompanhamento posterior à radiocirurgia é feito por meio de consultas ambulatoriais periódicas e exames radiológicos de controle.

17/08/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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